Rádio 3.0 mostra que o meio não saiu do ar: mudou de lugar
- 08/10/2026
Estudo apresenta um rádio que mantém a força do dial, mas também acompanha o público em aplicativos, vídeos, podcasts e dispositivos conectados
O rádio continua no dial, mas já não cabe somente dentro de um aparelho. Essa expansão é o ponto central do chamado Rádio 3.0, conceito que reúne a transmissão tradicional e as diferentes formas digitais de produzir e consumir áudio.
Hoje, uma emissora também pode estar presente em aplicativos, sites, serviços de streaming, redes sociais, podcasts, caixas de som inteligentes e veículos conectados. O conteúdo chega ao público em diferentes horários, formatos e dispositivos.
Isso não significa o fim do rádio tradicional. O que acontece é uma soma. A programação ao vivo permanece importante, enquanto entrevistas, notícias, comentários e programas ganham novas versões para circular no ambiente digital.
Estudo apresentado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a ABERT, aponta que o rádio alcança 79% da população nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas. O tempo médio diário de consumo chega a 3 horas e 47 minutos.
O Rádio 3.0 também modifica o trabalho de comunicadores e emissoras. Não basta repetir no digital o que foi transmitido no dial. É necessário adaptar linguagem, duração e apresentação para cada plataforma, sem perder aquilo que sempre fez parte da identidade do rádio: proximidade, companhia e credibilidade.
O aparelho mudou, o hábito se espalhou e o som ganhou novas portas de entrada. O rádio permanece vivo porque aprendeu, mais uma vez, a acompanhar o público.
Redação Coisas da Dina
Foto: Imagem ilustrativa
Fonte: ABERT


