Mamografias crescem entre mulheres mais jovens, mas caem após os 50 anos
- 29/09/2026
Levantamento da FIDI comparou exames realizados entre janeiro e julho de 2024 e o mesmo período de 2026
A procura pela mamografia aumentou entre mulheres de 40 a 49 anos, mas caiu justamente em uma faixa etária importante para o rastreamento do câncer de mama.
O levantamento foi feito pela Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde, a FIDI. Na comparação entre janeiro e julho de 2024 e o mesmo período de 2026, o número de mamografias cresceu 28,1% entre mulheres de 40 a 49 anos.
Entre as mulheres de 50 a 69 anos, entretanto, houve uma queda superior a 20%. No total de exames analisados pela instituição, a redução foi de aproximadamente 11%.
Os números retratam os atendimentos realizados pela FIDI e não devem ser tratados como um retrato de todas as mulheres brasileiras. Ainda assim, chamam atenção para a necessidade de manter o acompanhamento depois dos 50 anos.
O levantamento também identificou um crescimento das mamografias diagnósticas. Entre janeiro e julho de 2026, esse tipo de exame já superou em 5,1% o volume registrado durante todo o ano de 2025.
A mamografia diagnóstica é solicitada quando existe alguma alteração percebida pela mulher, identificada pelo médico ou observada em exames anteriores. Esse aumento não significa, sozinho, que houve crescimento no número de casos de câncer.
As mamografias de rastreamento, realizadas em mulheres sem sinais ou sintomas, continuam representando a maior parte dos procedimentos analisados: 97,2%.
No SUS, mulheres de 40 a 49 anos podem ter acesso à mamografia, mesmo sem sintomas, depois de uma decisão compartilhada com o profissional de saúde. Para o rastreamento populacional, a recomendação do Ministério da Saúde é a realização do exame a cada dois anos entre os 50 e os 74 anos.
Nódulo endurecido, secreção com sangue pelo mamilo, retração da pele, mudança no formato da mama ou inflamação persistente precisam ser avaliados por um profissional. Nesses casos, a mulher não deve esperar a data do próximo exame de rotina.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Divulgação/Sesc-DF
Fonte: FIDI, Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer



