Segunda-feira de muito Carnaval.

  • 16/02/2026

Segunda-feira de muito Carnaval.

Salvador vive mais uma vez a intensidade do seu maior ritual coletivo. Desde a abertura oficial da festa, a cidade entrou em modo Carnaval e respira música, encontro, tradição e movimento em cada esquina. O maior Carnaval de trio elétrico do planeta toma conta das ruas e reafirma sua força como manifestação cultural, econômica e simbólica da Bahia para o Brasil e o mundo.

Os circuitos Dodô, na Barra-Ondina, e Osmar, no Campo Grande, concentram alguns dos maiores fluxos de foliões, artistas e blocos, enquanto o Pelourinho mantém viva a essência do Carnaval mais tradicional, com blocos afro, afoxés, fanfarras e apresentações que conectam passado e presente. Mas o Carnaval de Salvador não se limita aos grandes palcos. Ele se espalha por bairros, comunidades e praças, mostrando que a festa é também território, identidade e pertencimento.

A expectativa do poder público e do setor turístico é de uma movimentação histórica. Milhões de pessoas circulam pela cidade ao longo dos dias de folia, impulsionando hotéis, bares, restaurantes, transporte, ambulantes e toda a cadeia de serviços que gira em torno do evento. O Carnaval segue sendo um dos maiores motores da economia baiana, gerando empregos temporários e renda para milhares de famílias.

Além da festa, a cidade opera em ritmo intenso de serviços. Segurança, saúde, limpeza urbana, transporte e ordenamento trabalham em esquema especial para dar conta do volume de pessoas e garantir que a experiência do folião seja a melhor possível. O Carnaval de Salvador exige planejamento, estrutura e coordenação, e a cidade se reinventa a cada ano para dar conta desse desafio.

Entre trios elétricos, pipoca, camarotes e manifestações culturais, Salvador reafirma seu lugar como capital da alegria, mas também da resistência cultural. O Carnaval é diversão, mas é também memória, política cultural, identidade negra, economia criativa e ocupação do espaço público.

Até a Quarta-feira de Cinzas, ao meio-dia, quando a cidade simbolicamente devolve as chaves ao seu cotidiano, Salvador segue entregue à sua maior celebração. Uma festa que não cabe em números nem em manchetes, porque é vivida no corpo, no som, no suor e no sorriso de quem faz o Carnaval acontecer.


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