No Baixo Sul da Bahia, uma reserva guarda 118 hectares de Mata Atlântica
- 24/09/2026
Localizada em Igrapiúna, a Reserva Espinita completa dez anos como área particular de conservação e reúne centenas de espécies de plantas e animais
Em Igrapiúna, no Baixo Sul da Bahia, uma área que já produziu cacau, seringa e cravo-da-índia tomou outro rumo ao longo dos anos. Parte da antiga propriedade se transformou na Reserva Espinita, que hoje protege 118 hectares de Mata Atlântica e completa dez anos como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).
E tem muita vida por ali. Levantamentos preliminares já identificaram 230 espécies de plantas nativas, 228 espécies de aves e 24 de mamíferos. Preguiça-de-coleira e suçuarana estão entre os animais encontrados na região. A reserva também abriga 16 nascentes que alimentam três rios e seguem em direção à Baía de Camamu.
A história de preservação começou a ganhar força na década de 1990, quando o médico-veterinário Antônio Maia, gestor da Espinita, passou a olhar para a mata da propriedade com interesse cada vez maior pela conservação. Em 2016 veio o reconhecimento como RPPN pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema).
Desde então, o espaço também virou lugar de estudo. Professores, pesquisadores e estudantes de instituições como a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) já passaram pela reserva, ajudando inclusive no trabalho de identificação das espécies.
Entre as plantas catalogadas estão jacarandá-da-baía, copaíba, sapucaia, bacupari, muricis, embiruçu e landirana. A área também é reconhecida por sua importância para a conservação de aves.
Atualmente, a Espinita recebe cerca de 130 visitantes por ano, entre pesquisadores, estudantes, professores e ecoturistas. A reserva criou ainda o programa Guardiões da Espinita, voltado à formação de parcerias e à manutenção das atividades de conservação e pesquisa.
Em tempos de tanta discussão sobre preservação da Mata Atlântica, conhecer o que existe dentro dessas áreas ajuda também a entender por que mantê-las de pé faz diferença.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Instituto Água Boa
Fonte: Reserva Espinita / VOAH Comunicação



