Sandro Borges leva O Porco ao Tempero Bahia e mostra uma cozinha que começou muito antes do restaurante
- 23/09/2026
Chef participa da edição 2026 do festival com bochecha suína e uma combinação de ingredientes baianos; trajetória começou quando ele ainda trabalhava com publicidade e cozinhava para os amigos
Quem conhece Sandro Borges à frente do O Porco talvez não imagine que a gastronomia não foi sua primeira profissão. Antes de trocar definitivamente as campanhas e a publicidade pela cozinha, ele já gostava de cozinhar, reunia os amigos em torno da mesa e levava para as panelas muito do que havia aprendido observando a própria família, especialmente a avó.
Foi nessa época que surgiu uma história que o acompanha até hoje. Sandro prometia aos amigos que faria uma galinha desossada, recheada com carne suína. Prometia, prometia e nunca conseguia fazer. Quando finalmente a receita saiu, ganhou um nome inevitável: A Prometida.
Depois veio o Varanda Gourmet, no Rio Vermelho, e a cozinha deixou definitivamente de ser apenas uma paixão. Sandro foi experimentando, pesquisando, criando pratos e se aproximando cada vez mais da carne suína. Em 2012, conheceu a porchetta italiana e começou a estudar o preparo. Vieram outros cortes, técnicas, receitas e a vontade de explorar uma carne que, segundo ele próprio já contou, podia oferecer muito mais possibilidades do que normalmente aparecia nos cardápios.
Em 2021 nasceu O Porco, na Pituba.
O nome não deixa muita dúvida sobre quem ganhou o papel principal. Porchetta, joelho, torresmo, pulled pork e outros preparos passaram a mostrar diferentes maneiras de trabalhar a carne suína. Mas o restaurante cresceu e o cardápio também. Hoje, O Porco funciona como steakhouse e serve ainda carnes bovinas, galinha, bode, carneiro e peixe.
A cozinha de Sandro, no entanto, continua tendo aquela mistura que vem desde o início: lembranças de família, comida baiana, referências do sertão e técnicas que ele foi buscando e aprendendo ao longo dos anos.
Nesta semana, essa história chega também ao Tempero Bahia 2026.
O festival, que segue até domingo, 27 de setembro, reúne 80 estabelecimentos em seis destinos baianos e tem como tema deste ano “Biomas da Bahia – Mata Atlântica”.
No O Porco, Sandro preparou para o circuito uma bochecha suína estufada, servida com purê de raízes, chips de aipim e picles de maxixe, acompanhada por soda italiana de capim-santo.
É um prato que tem muito da cozinha que ele vem fazendo: o porco continua ali, claro, mas acompanhado por sabores e ingredientes muito próximos da Bahia.
E talvez seja essa a melhor maneira de conhecer o trabalho de Sandro Borges. Não apenas pelo restaurante que leva o nome da proteína que virou sua especialidade, mas por uma trajetória que começou quase sem intenção de virar profissão.
Primeiro vieram os amigos, as receitas e aquela galinha que demorava tanto para sair que acabou batizada de A Prometida. Depois vieram o Varanda Gourmet, O Porco e uma carreira inteira construída dentro da cozinha.
Quem quiser experimentar o prato criado para o Tempero Bahia ainda tem até domingo. E, para quem conhece Sandro desde os tempos da publicidade, é curioso pensar que aquela história de cozinhar para os amigos acabou chegando até aqui.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Divulgação
Fonte: Tempero Bahia / O Porco



