Felicidade declarada pelos brasileiros cai de 89,5% para 61,1%
- 16/09/2026
Pesquisa com 1.500 pessoas também registra redução da rede de apoio e aumento da tristeza associada às redes sociais
A parcela de brasileiros que se considera feliz caiu de 89,5% para 61,1% em pouco mais de seis meses.
Os dados fazem parte de uma nova rodada do Mapa da Felicidade Real no Brasil, conduzido pela pesquisadora Renata Rivetti em parceria com o Instituto IDEIA.
O levantamento ouviu 1.500 pessoas de todas as regiões do país entre os dias 4 e 8 de setembro.
Os resultados foram comparados com uma etapa realizada entre 20 de fevereiro e 1º de março, também com 1.500 participantes.
A diferença foi de 28,4 pontos percentuais.
Rede de apoio também diminuiu
O levantamento mostra que 78,3% dos entrevistados afirmam contar com amigos ou familiares.
Na pesquisa anterior, esse percentual era de 87,2%.
Isso significa que aproximadamente 22% das pessoas ouvidas não percebem a existência de uma rede de apoio com a qual possam contar.
A queda importa porque vínculos sociais, convivência e sensação de pertencimento estão diretamente relacionados à percepção de bem-estar.
Redes sociais aparecem associadas à tristeza
Em fevereiro, 50,5% dos participantes afirmavam já ter se sentido tristes ou infelizes ao utilizar redes sociais.
Na nova rodada, o percentual chegou a 66,1%.
O resultado não permite afirmar que as plataformas sejam, sozinhas, responsáveis pela tristeza. O sentimento pode estar relacionado ao conteúdo consumido, à comparação com outras pessoas, aos conflitos virtuais ou ao ambiente social vivido fora das telas.
Entre os participantes que trabalham, 70,8% disseram que a atividade profissional contribui para sua felicidade. Em fevereiro, eram 76,6%.
Apesar da redução, o trabalho continua sendo associado positivamente ao bem-estar pela maioria dos entrevistados.
O que a pesquisa não prova
Os números medem a percepção declarada pelos participantes. Não representam diagnóstico de depressão, ansiedade ou qualquer outro problema de saúde mental.
O levantamento também não perguntou qual acontecimento provocou a mudança. Por isso, não é possível atribuir a queda a uma única causa.
A pesquisa possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Novas medições deverão mostrar se a redução foi circunstancial ou se representa uma mudança mais duradoura na maneira como o brasileiro avalia a própria vida.
Redação Coisas da Dina
Foto: Divulgação
Fonte: Mapa da Felicidade Real no Brasil/Instituto IDEIA



