​Alzheimer: quando o esquecimento deixa de ser comum e se torna sinal de alerta

  • 15/09/2026

​Alzheimer: quando o esquecimento deixa de ser comum e se torna sinal de alerta

Alterações frequentes na memória, no comportamento e na realização de tarefas cotidianas precisam ser investigadas

Esquecer onde colocou um objeto ou demorar para lembrar um nome não significa, por si só, que uma pessoa esteja com Alzheimer.

O alerta surge quando os esquecimentos se tornam frequentes, pioram com o tempo e começam a interferir na rotina, na autonomia e na capacidade de realizar tarefas que antes eram habituais.

A doença de Alzheimer é a causa mais frequente de demência e pode afetar memória, linguagem, raciocínio, orientação e comportamento.

Os sinais vão além da memória

Repetir várias vezes a mesma pergunta, perder-se em trajetos conhecidos e apresentar dificuldade para encontrar palavras podem indicar alterações cognitivas que merecem avaliação.

Também precisam de atenção as dificuldades para administrar dinheiro, organizar compromissos, acompanhar uma conversa ou executar tarefas conhecidas.

Mudanças de personalidade e comportamento, como irritabilidade, apatia, isolamento, agressividade ou desconfiança sem motivo aparente, também podem fazer parte do quadro.

O ponto principal é observar se houve uma mudança em relação ao comportamento habitual da pessoa.

Nem todo problema de memória é Alzheimer

Depressão, alterações na tireoide, deficiência de vitamina B12, efeitos de medicamentos e outras condições de saúde podem provocar sintomas semelhantes.

Por isso, o diagnóstico não deve ser feito pela própria pessoa ou pela família.

A investigação pode envolver entrevista clínica, avaliação do histórico de saúde, testes cognitivos, exame neurológico e exames laboratoriais ou de imagem, conforme a necessidade.

Segundo o neurologista Ricardo Alvim, coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Mater Dei Salvador, identificar as alterações precocemente permite organizar melhor o tratamento e planejar os cuidados futuros.

Diagnóstico ajuda a organizar o cuidado

O Alzheimer ainda não tem cura, mas possui tratamento. O acompanhamento pode envolver medicamentos, atividade física orientada, estimulação cognitiva e assistência de diferentes profissionais.

O Sistema Único de Saúde oferece tratamento medicamentoso e cuidado multiprofissional, conforme o diagnóstico e as necessidades de cada pessoa.

A atenção também precisa alcançar familiares e cuidadores. À medida que a doença avança, dividir responsabilidades e construir uma rede de apoio ajuda a reduzir a sobrecarga de quem cuida.

Mudanças importantes na memória e no comportamento não devem ser tratadas automaticamente como consequência natural da idade. A orientação é procurar uma unidade de saúde para iniciar a avaliação.

Redação Coisas da Dina

Foto: ilustrativa

Fonte: Hospital Mater Dei Salvador


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