Quase 38 mil pessoas aguardam por transplante de córnea no Brasil

  • 10/09/2026

Quase 38 mil pessoas aguardam por transplante de córnea no Brasil

Fila cresceu 15% em seis meses e tempo médio de espera chegou a 370 dias, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia

O Brasil possui atualmente 37.719 pessoas à espera de um transplante de córnea. Em dezembro de 2025, eram 32.639 pacientes.

O crescimento foi de 15% em apenas seis meses, segundo dados apresentados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia durante congresso realizado em Salvador.

Embora o país tenha alcançado um número recorde de cirurgias, a entrada de novos pacientes continua aumentando a fila.

Em 2025, foram realizados 17.790 transplantes de córnea. Foi o maior número registrado no país, mas ainda insuficiente para eliminar a demanda acumulada.

Espera mais que dobrou

Atualmente, uma pessoa permanece em média 370 dias na fila até conseguir realizar a cirurgia.

Há dez anos, o tempo médio era de 174 dias. Isso significa que a espera mais que dobrou no período.

Entre as pessoas que aguardam pelo procedimento, 56% são mulheres. Pacientes com 65 anos ou mais representam 47% da fila.

Também existem 753 crianças e adolescentes esperando por um transplante. Em dezembro de 2025, eram 616 pacientes nessa faixa etária.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia relaciona o problema ao represamento de cirurgias durante a pandemia, às dificuldades financeiras enfrentadas pelos bancos de olhos e ao aumento das indicações médicas.

Doação depende da autorização da família

A córnea pode ser doada depois da morte, desde que exista autorização familiar. Por isso, conversar com parentes sobre o desejo de ser doador continua sendo fundamental.

A retirada da córnea não desfigura o rosto e pode devolver a visão ou melhorar significativamente a qualidade de vida de quem aguarda pelo procedimento.

Os dados estão sendo discutidos no 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado em Salvador até sábado (12).

Texto: Redação Coisas da Dina

Foto: Divulgação/HFB 

Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia


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