​Brasil reduz analfabetismo, mas 8,4 milhões ainda não sabem ler e escrever

  • 08/09/2026

​Brasil reduz analfabetismo, mas 8,4 milhões ainda não sabem ler e escrever

Dia Internacional da Alfabetização completa 60 anos com avanços no país, mas o Nordeste ainda concentra mais da metade das pessoas que não dominam a leitura e a escrita

O mundo celebra nesta terça-feira, 8 de setembro, o Dia Internacional da Alfabetização. Criada pela Unesco em 1966, a data completa 60 anos em 2026 com o tema “Alfabetização para as pessoas, o planeta e a prosperidade”.

No Brasil, os números mais recentes mostram avanços importantes. A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu para 4,9% em 2025, o menor nível desde o início da série histórica, em 2016.

Foi a primeira vez que o indicador ficou abaixo de 5%. Apesar da melhora, aproximadamente 8,4 milhões de brasileiros ainda não sabiam ler e escrever.

A desigualdade regional permanece como um dos principais desafios. O Nordeste concentrava 4,8 milhões dessas pessoas e apresentava taxa de analfabetismo de 10,6%, mais que o dobro da média nacional.

Os dados mostram que reduzir uma porcentagem não significa resolver completamente o problema. Por trás de cada número existe alguém que pode enfrentar dificuldades para ler uma receita médica, compreender um contrato, utilizar serviços digitais, procurar emprego ou exercer plenamente seus direitos.

Alfabetização também é autonomia

Saber ler e escrever não se limita à sala de aula. A alfabetização amplia a independência para lidar com dinheiro, transporte, saúde, tecnologia e serviços públicos.

O desafio inclui tanto garantir que as crianças sejam alfabetizadas na idade adequada quanto criar oportunidades para jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso ou continuidade nos estudos.

Em todo o mundo, pelo menos 739 milhões de jovens e adultos ainda não possuem habilidades básicas de leitura e escrita, segundo a Unesco.

A celebração de 2026 chama atenção para a relação entre alfabetização, inclusão, desenvolvimento econômico e construção de sociedades mais justas.

O Brasil melhorou. O número, entretanto, ainda corresponde a uma população maior do que a de muitas capitais reunidas. A alfabetização avança quando deixa de ser apenas uma estatística e passa a alcançar quem ficou para trás.

Texto: Redação Coisas da Dina

Fontes: Unesco e IBGE


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