SUS quer levar telessaúde a todas as unidades do país nos próximos quatro anos
- 04/09/2026
Mais de 80% da rede já utiliza algum recurso digital; inteligência artificial também começa a apoiar o acompanhamento de pacientes em UTIs
O Sistema Único de Saúde pretende alcançar 100% de cobertura com serviços de telessaúde nos próximos quatro anos.
Atualmente, mais de 80% da rede já utiliza algum tipo de tecnologia para atendimento, orientação ou acompanhamento remoto. O Ministério da Saúde contabiliza mais de 12 milhões de teleatendimentos realizados em parceria com universidades.
Além disso, 84% das equipes de Saúde da Família utilizam o prontuário eletrônico do ministério ou sistemas locais com recursos digitais.
A telessaúde não substitui automaticamente a consulta presencial. Ela pode ser usada para ampliar o acesso a especialistas, acompanhar pacientes com doenças crônicas e atender moradores de municípios distantes dos grandes centros médicos.
O governo também avalia a expansão dos serviços ligados ao Farmácia Popular, com a possibilidade de incluir exames e atendimento remoto de nutricionistas, enfermeiros e médicos para pacientes com hipertensão, diabetes e asma.
UTIs monitoradas com apoio de inteligência artificial
Outra frente é a implantação das chamadas UTIs Inteligentes.
Uma central instalada no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo acompanha sinais vitais de pacientes internados em seis hospitais públicos do país.
A inteligência artificial ajuda a identificar alterações e sinais de risco com maior rapidez. A decisão clínica, entretanto, continua sendo responsabilidade dos profissionais de saúde.
A digitalização pode reduzir distâncias e acelerar atendimentos, mas depende de internet, equipamentos, integração dos prontuários e proteção dos dados dos pacientes. Tecnologia sem estrutura vira promessa bonita. Com estrutura, pode significar atendimento antes que o quadro se agrave.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Divulgação
Fonte: Ministério da Saúde



