Violência sexual na internet atingiu 20 milhões de crianças em 21 países, aponta pesquisa

  • 03/09/2026

Violência sexual na internet atingiu 20 milhões de crianças em 21 países, aponta pesquisa

Estudo divulgado pelo Unicef inclui o Brasil e mostra que menos de 1% dos casos chegou à polícia, a serviços sociais ou a canais de ajuda

Cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes que utilizam a internet sofreram alguma forma de exploração ou abuso sexual em plataformas digitais durante o período de um ano.

A estimativa faz parte de uma pesquisa divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef, com dados de aproximadamente 21 mil crianças de 12 a 17 anos em 21 países, incluindo o Brasil.

Mais de uma em cada cinco crianças entrevistadas relatou ter vivido pelo menos uma situação de violência sexual ou exploração no ambiente digital.

Aproximadamente 15 milhões foram expostas a conteúdos sexuais sem consentimento. Nove milhões foram pressionadas a participar de conversas de teor sexual ou a compartilhar imagens, enquanto quatro milhões tiveram imagens íntimas divulgadas sem autorização.

Quase 60% das ocorrências relatadas aconteceram nas redes sociais. Outros 14% dos casos ocorreram em jogos pela internet.

A pesquisa também derruba a ideia de que o agressor é sempre um desconhecido. Mais da metade dos episódios envolveu alguém que a criança já conhecia, como amigos, parentes ou parceiros afetivos.

Menos de 1% dos casos foi comunicado à polícia, a um profissional de assistência social ou a um canal de proteção.

Inteligência artificial amplia o risco

Em nove dos países analisados, aproximadamente 1,1 milhão de crianças informou que imagens ou vídeos sexuais falsos foram criados com inteligência artificial utilizando sua aparência.

O Unicef defende que governos atualizem as leis, que as plataformas ampliem seus mecanismos de prevenção e que crianças e adolescentes tenham canais seguros para pedir ajuda.

A orientação às famílias é manter diálogo permanente sobre segurança digital, privacidade, contatos desconhecidos e compartilhamento de imagens. Vigilância sem conversa pode apenas empurrar o problema para o silêncio.

Texto: Redação Coisas da Dina 

Imagem Etirada da internet 

Fonte: Unicef e Reuters


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