MPF aciona Justiça diante do risco de desabamento de igreja histórica no Pelourinho
- 25/08/2026
Igreja de São Miguel apresenta danos no telhado, infiltrações, cupins e problemas nas instalações elétricas
O Ministério Público Federal apresentou uma ação civil pública para tentar evitar o desabamento da Igreja de São Miguel, localizada no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador.
Segundo o MPF, o templo apresenta sinais graves de deterioração. Entre os problemas identificados estão o desabamento parcial do telhado sobre a capela-mor, madeiras apodrecidas, infestação de cupins, infiltrações e buracos na cobertura.
O órgão também aponta condições precárias nas instalações elétricas, aumentando a preocupação com a segurança do imóvel e das pessoas que circulam nas proximidades.
Na ação, o Ministério Público pede que a Prefeitura de Salvador isole a área considerada de risco em até 15 dias. Também solicita o início de obras emergenciais no prazo máximo de 30 dias.
Os pedidos ainda precisam ser analisados pela Justiça Federal.
O MPF atribui responsabilidades à Ordem Terceira de São Francisco, proprietária da igreja, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e aos governos municipal, estadual e federal.
Construída no início do século XVIII, a Igreja de São Miguel é tombada pelo Iphan desde 1938. O imóvel integra o conjunto arquitetônico do Centro Histórico de Salvador, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
A preocupação com a conservação das igrejas de Salvador aumentou depois da tragédia ocorrida em fevereiro de 2025 na Igreja e Convento de São Francisco, também no Pelourinho. O desabamento de parte do forro deixou cinco pessoas feridas e provocou a morte de uma turista.
De acordo com o MPF, existem atualmente 388 processos judiciais relacionados à preservação do patrimônio histórico e cultural da Bahia.
Redação Coisas da Dina
Foto: Reprodução/Google Street View
Fonte: Ministério Público Federal e Folha de S.Paulo



