Bahia tem segunda maior taxa de desemprego do país e informalidade supera 50%
- 15/08/2026
Dados do IBGE mostram contraste entre o recorde positivo alcançado pelo Brasil e a situação enfrentada pelos trabalhadores baianos
A Bahia registrou taxa de desemprego de 9,1% no segundo trimestre de 2026, a segunda maior do país. O estado ficou atrás apenas do Amapá, onde o índice chegou a 9,8%.
A média brasileira foi de 5,4%, o menor resultado para um segundo trimestre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, em 2012.
Os dados mostram que a melhora nacional não ocorre de maneira uniforme. Enquanto Santa Catarina apresentou desemprego de 2,1%, a diferença em relação à Bahia chegou a sete pontos percentuais.
Na comparação com o primeiro trimestre, a taxa baiana foi considerada estatisticamente estável. Em 13 estados, porém, houve redução significativa do desemprego.
Metade dos trabalhadores está na informalidade
Outro indicador ajuda a dimensionar a fragilidade do mercado de trabalho baiano. A informalidade atingiu 50,7% da população ocupada, o quarto maior percentual do Brasil.
A Bahia ficou atrás apenas do Maranhão, com 56,9%; do Pará, com 55,9%; e do Amazonas, com 51,7%. A média brasileira foi de 37,4%.
São considerados informais trabalhadores sem carteira assinada, profissionais por conta própria sem CNPJ e pessoas que exercem atividades sem proteção trabalhista ou previdenciária.
Os números revelam que ter alguma ocupação não significa necessariamente alcançar estabilidade financeira. Uma parcela expressiva dos baianos trabalha sem garantias como férias remuneradas, 13º salário, seguro-desemprego e contribuição regular para a aposentadoria.
O resultado reforça a necessidade de políticas que estimulem investimentos, qualificação profissional e criação de empregos formais. A queda do desemprego nacional é uma boa notícia, mas a realidade baiana mostra que ainda existe uma distância relevante entre conseguir trabalho e conquistar trabalho protegido.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Ilustrativa



