​Pai de duas filhas transforma diagnóstico de câncer de testículo em alerta aos homens

  • 04/08/2026

​Pai de duas filhas transforma diagnóstico de câncer de testículo em alerta aos homens

Junior Baptista enfrentou a doença quando a filha mais nova tinha apenas oito meses. Seu relato ajuda a discutir diagnóstico precoce, paternidade e preservação da fertilidade.

Junior Baptista é pai de Aline, de 17 anos, e de Lucy. Ele foi diagnosticado com câncer de testículo aos 44 anos, quando a filha mais nova tinha apenas oito meses. É como paciente e pai que Junior participa desta reportagem, dando uma dimensão humana a uma doença que atinge principalmente homens em idade produtiva e reprodutiva.

A chegada de Lucy havia sido esperada pela família durante dez anos e seis meses. Pouco depois do nascimento da menina, Junior percebeu uma sensibilidade no testículo direito após um treino na academia. Inicialmente, acreditou que fosse consequência do exercício. Na semana seguinte, ao notar um pequeno inchaço, procurou um urologista.

Os exames levaram à indicação de uma cirurgia de urgência e, posteriormente, à confirmação do câncer.

“Conheça o seu corpo. Ao perceber qualquer alteração, por menor que pareça, procure um médico. No meu caso, agir rapidamente fez toda a diferença”, afirma.

Durante a quimioterapia, Junior precisou enfrentar limitações físicas enquanto Lucy começava a descobrir o mundo. Nem sempre conseguia brincar, pegá-la no colo ou acompanhar o ritmo da criança.

“Meu maior pedido era tempo para vê-la crescer, acompanhar cada fase e viver tudo aquilo que um pai sonha viver com uma filha”, conta.

Uma doença que exige atenção dos mais jovens

Para contextualizar o caso, o oncologista Denis Jardim, especialista em tumores urológicos e líder nacional dessa área na Oncoclínicas, chama a atenção para sinais que podem passar despercebidos.

Nódulo, inchaço, endurecimento ou mudanças no tamanho, na forma e na textura do testículo devem ser investigados por um médico. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tumor é raro, mas apresenta maior incidência entre homens de 15 a 50 anos e tem elevada possibilidade de cura quando identificado precocemente.

Denis Jardim participa da reportagem como fonte médica para explicar os sinais da doença e outro ponto pouco discutido: a preservação da fertilidade.

O câncer de testículo e alguns tratamentos podem afetar a produção de espermatozoides. Por isso, a possibilidade de congelamento do sêmen deve ser discutida com a equipe médica antes do início da terapia, principalmente quando o paciente ainda deseja ter filhos.

Junior recebeu essa orientação durante o atendimento. Depois da experiência com o câncer, afirma que passou a valorizar ainda mais os momentos cotidianos com as filhas.

“Aprendi que ser pai não é apenas cuidar do futuro dos filhos, mas estar presente no hoje.”

Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Internet 
Fonte: Depoimento de Junior Baptista; Denis Jardim/Oncoclínicas; Instituto Nacional de Câncer


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