. Às vésperas do Dia dos Pais, especialistas alertam para a importância da presença paterna na vida dos filhos
- 02/08/2026
Quando o relacionamento termina, o vínculo entre pais e filhos não deveria acabar. Psicólogos lembram que a convivência saudável é um direito da criança e faz diferença no desenvolvimento emocional.
No próximo domingo, milhares de crianças vão preparar desenhos, abraços e homenagens para celebrar o Dia dos Pais. Mas, para muitas delas, a data também será marcada pela ausência.
Em alguns casos, a distância acontece porque o próprio pai se afasta e deixa de exercer seu papel na criação dos filhos. Em outros, o rompimento da relação entre os adultos acaba comprometendo a convivência familiar, afastando não apenas o pai, mas também avós, tios e primos daquele lado da família.
Especialistas em desenvolvimento infantil lembram que a separação do casal não deve significar, automaticamente, a separação entre pais e filhos. O convívio afetivo, quando ocorre em um ambiente seguro e respeitoso, contribui para a construção da autoestima, da identidade e da segurança emocional da criança.
A presença paterna vai muito além do sustento financeiro. Participar da rotina, acompanhar a vida escolar, conversar, brincar, impor limites e demonstrar afeto são atitudes que fortalecem vínculos e ajudam no desenvolvimento social e emocional dos filhos.
O alerta também vale para situações em que a criança passa a viver no centro dos conflitos entre os adultos. Quando o filho é usado como instrumento de vingança, pressão ou disputa, todos perdem. Em algumas situações, a convivência é dificultada por conflitos familiares ou até por casos caracterizados pela Justiça como alienação parental. Em outras, o afastamento decorre da própria decisão do pai. Cada realidade exige uma análise cuidadosa, sempre colocando o interesse da criança em primeiro lugar.
Essa reflexão também alcança famílias formadas por casais homoafetivos. Independentemente da configuração familiar, especialistas ressaltam que crianças precisam de adultos presentes, responsáveis e afetivamente disponíveis. O que protege o desenvolvimento infantil não é o modelo da família, mas a qualidade das relações construídas dentro dela.
Também é importante lembrar que convivência não significa obrigatoriedade em qualquer circunstância. Quando existem situações de violência, abuso ou risco à integridade física e emocional da criança, a prioridade deve ser sempre sua proteção, com acompanhamento da Justiça e da rede de assistência.
Às vésperas do Dia dos Pais, a data convida a uma reflexão que vai além dos presentes e das homenagens. Ela lembra que o maior legado que um pai pode deixar não é material. É a presença. E que, quando essa presença é possível e saudável, preservá-la é um compromisso com o futuro dos filhos.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Gerada por inteligência artificial


