Catharina Galvão conquista ouro no arco e prata geral no Campeonato Baiano de Ginástica Rítmica
- 01/08/2026
Aos 10 anos, atleta baiana avança na temporada com disciplina de gente grande e uma mãe que assumiu, junto com a filha, os bastidores de um sonho esportivo. Catharina Galvão encerrou a segunda etapa do Campeonato Baiano de Ginástica Rítmica com duas novas medalhas e mais um resultado importante em sua jovem trajetória. Neste sábado, 1º de agosto, a ginasta conquistou o primeiro lugar no arco e terminou com a medalha de prata na classificação geral, definida pela soma das notas da competição.
O resultado amplia o bom desempenho da atleta na temporada. Na primeira etapa, disputada em junho, Catharina havia conquistado o terceiro lugar na corda e a segunda colocação em mãos livres. O Circuito Baiano reúne atletas da iniciação ao alto rendimento e, em sua primeira fase, contou com dezenas de competidoras nas diferentes categorias da ginástica rítmica.
A medalha, no entanto, registra apenas os minutos da apresentação. Antes de entrar no tapete, existe uma rotina que começa cedo, passa pela escola, pelo controle da alimentação, pela preparação física e por muitas horas de repetição. Perto das competições, os treinos de Catharina podem chegar a oito horas por dia.
Não é uma rotina comum para uma criança de 10 anos. Também não é um projeto sustentado apenas por talento. Catharina treina desde pequena e já fala sobre o esporte com a convicção de quem escolheu um caminho: quer ser atleta, disputar grandes campeonatos e chegar ao lugar mais alto do pódio.
Um sonho que exige estrutura
Representando o CETGym, Catharina integra uma geração de jovens atletas que tenta avançar em uma modalidade de alto custo. Collants personalizados, aparelhos homologados, preparação técnica, alimentação, viagens e inscrições fazem parte de uma conta que cresce à medida que o nível das competições aumenta.
Em maio, a ginasta participou de um período de treinamento na Bulgária, país de forte tradição na ginástica rítmica. A viagem precisou ser viabilizada com mobilização familiar e busca de apoio, realidade frequente entre atletas brasileiros em formação.
No ano passado, Catharina já treinava cerca de cinco horas por dia, conciliando a ginástica com balé, dança contemporânea e preparação física. Naquele período, conquistou ouro na Copa IDFG, em Aracaju, e ficou entre as seis primeiras colocadas da Copa Campestre, em Campina Grande.
A mãe também compete
Ao lado de Catharina está Gabriele Galvão, jornalista e advogada, que assumiu uma função que não aparece na súmula da competição. É ela quem organiza horários, deslocamentos, alimentação, custos, viagens e toda a engrenagem necessária para que a filha consiga treinar e competir.
No esporte de base, o esforço familiar costuma ser silencioso. Enquanto a atleta é avaliada no tapete, há uma mãe administrando o que acontece antes e depois da apresentação. Gabriele não executa a série, mas também enfrenta uma disputa: a de garantir condições para que o talento da filha não seja interrompido pela falta de recursos.
A trajetória das duas mostra que uma medalha individual raramente é conquistada sozinha. Por trás do arco lançado ao alto, da postura controlada e da precisão dos movimentos, existe uma parceria feita de disciplina, renúncia, investimento e presença.
Catharina sobe ao pódio. Gabriele permanece ao lado. Uma leva a medalha no peito; a outra conhece cada esforço que foi necessário para que ela chegasse até ali.
Texto: Redação Coisas da DinaFoto: Arquivo pessoalFonte: Família da atleta, Federação Bahiana de Ginástica e informações públicas. 10 anos, atleta baiana avança na temporada com disciplina de gente grande e uma mãe que assumiu, junto com a filha, os bastidores de um sonho esportivo.
Maria Catharina Galvão encerrou a segunda etapa do Campeonato Baiano de Ginástica Rítmica com duas novas medalhas e mais um resultado importante em sua jovem trajetória. Neste sábado, 1º de agosto, a ginasta conquistou o primeiro lugar no arco e terminou com a medalha de prata na classificação geral, definida pela soma das notas da competição.
O resultado amplia o bom desempenho da atleta na temporada. Na primeira etapa, disputada em junho, Catharina havia conquistado o terceiro lugar na corda e a segunda colocação em mãos livres. O Circuito Baiano reúne atletas da iniciação ao alto rendimento e, em sua primeira fase, contou com dezenas de competidoras nas diferentes categorias da ginástica rítmica.
A medalha, no entanto, registra apenas os minutos da apresentação. Antes de entrar no tapete, existe uma rotina que começa cedo, passa pela escola, pelo controle da alimentação, pela preparação física e por muitas horas de repetição. Perto das competições, os treinos de Catharina podem chegar a oito horas por dia.
Não é uma rotina comum para uma criança de 10 anos. Também não é um projeto sustentado apenas por talento. Catharina treina desde pequena e já fala sobre o esporte com a convicção de quem escolheu um caminho: quer ser atleta, disputar grandes campeonatos e chegar ao lugar mais alto do pódio.
Um sonho que exige estrutura
Representando o CETGym, Catharina integra uma geração de jovens atletas que tenta avançar em uma modalidade de alto custo. Collants personalizados, aparelhos homologados, preparação técnica, alimentação, viagens e inscrições fazem parte de uma conta que cresce à medida que o nível das competições aumenta.
Em maio, a ginasta participou de um período de treinamento na Bulgária, país de forte tradição na ginástica rítmica. A viagem precisou ser viabilizada com mobilização familiar e busca de apoio, realidade frequente entre atletas brasileiros em formação.
No ano passado, Catharina já treinava cerca de cinco horas por dia, conciliando a ginástica com balé, dança contemporânea e preparação física. Naquele período, conquistou ouro na Copa IDFG, em Aracaju, e ficou entre as seis primeiras colocadas da Copa Campestre, em Campina Grande.
A mãe também compete
Ao lado de Catharina está Gabriele Galvão, jornalista e advogada, que assumiu uma função que não aparece na súmula da competição. É ela quem organiza horários, deslocamentos, alimentação, custos, viagens e toda a engrenagem necessária para que a filha consiga treinar e competir.
No esporte de base, o esforço familiar costuma ser silencioso. Enquanto a atleta é avaliada no tapete, há uma mãe administrando o que acontece antes e depois da apresentação. Gabriele não executa a série, mas também enfrenta uma disputa: a de garantir condições para que o talento da filha não seja interrompido pela falta de recursos.
A trajetória das duas mostra que uma medalha individual raramente é conquistada sozinha. Por trás do arco lançado ao alto, da postura controlada e da precisão dos movimentos, existe uma parceria feita de disciplina, renúncia, investimento e presença.
Catharina sobe ao pódio. Gabriele permanece ao lado. Uma leva a medalha no peito; a outra conhece cada esforço que foi necessário para que ela chegasse até ali.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Arquivo pessoal.


