Novo caderno propõe uso de dados para fortalecer desenvolvimento e economia circular no Nordeste
- 25/07/2026
Estados e municípios do Nordeste ganharão uma nova ferramenta para utilizar dados no planejamento de políticas públicas e estratégias de desenvolvimento regional. O 1º Caderno de Recomendações em Dados e Inteligência Territorial será lançado na segunda-feira, 27 de julho, durante uma transmissão ao vivo promovida pelo Fórum Nordeste de Economia Circular.
A publicação é resultado de uma parceria entre o Fórum Nordeste de Economia Circular (FNEC), a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O objetivo é transformar informações sobre os mais de 1,7 mil municípios nordestinos em instrumentos capazes de apoiar decisões relacionadas à economia circular, adaptação climática, planejamento urbano e desenvolvimento dos territórios.
Produzido a partir das discussões realizadas durante o III Fórum Nordeste de Economia Circular, em Fortaleza, o documento reúne mais de 60 atividades e ações distribuídas em dez eixos temáticos e apresenta recomendações direcionadas a governos estaduais e municipais, universidades, organizações da sociedade civil e setor produtivo.
Entre os principais desafios identificados está a necessidade de aproximar grandes bases de dados das realidades locais, especialmente dos municípios pequenos e mais distantes dos grandes centros.
Segundo Francisco Alexandre, superintendente da Sudene, decisões baseadas em informações específicas de cada território podem melhorar o planejamento das políticas públicas.
“A Sudene tem investido na estruturação e disseminação dessas informações por entender que este conhecimento é fundamental para enfrentar desafios relacionados às mudanças climáticas, à economia circular e à redução das desigualdades regionais”, afirma.
Entre as propostas apresentadas estão a criação de uma matriz regional de indicadores territorializados, o fortalecimento de observatórios públicos com linguagem acessível, a capacitação de equipes municipais e o desenvolvimento de metodologias específicas para pequenos municípios e consórcios intermunicipais.
A publicação também dialoga com a plataforma Data Nordeste e com políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à transformação ecológica.
Para Liu Berman, presidente do Instituto Reinventando Futuros, tornar a informação compreensível e aplicável é uma das prioridades do trabalho.
“Transformar dados em conhecimento aplicado é um dos caminhos para compreender melhor as características de cada localidade”, destaca.
Caatinga está entre os focos
O uso de inteligência territorial aplicado à Caatinga ocupa espaço importante na publicação.
Geodados, sensoriamento remoto e mapeamentos participativos são apontados como ferramentas capazes de apoiar o planejamento ambiental, a gestão da água, a agricultura resiliente e iniciativas relacionadas à economia circular.
A proposta é permitir que decisões sobre o desenvolvimento da região levem em consideração as características específicas de cada território, e não apenas indicadores gerais do Nordeste.
Segundo Aline Fonseca, consultora estratégica da Waste Data, conhecer essas diferenças amplia as possibilidades de criação de soluções compatíveis com as necessidades locais.
“A inteligência territorial contribui para mudar a forma como enxergamos os biomas e seus territórios”, afirma.
O caderno será disponibilizado gratuitamente e pretende servir como ferramenta para gestores públicos, pesquisadores, universidades, empreendedores, organizações e cidadãos interessados no planejamento e no desenvolvimento regional.
Serviço
O quê: lançamento do 1º Caderno de Recomendações em Dados e Inteligência TerritorialQuando: 27 de julhoHorário: das 9h às 11h30Onde: YouTube do Fórum Nordeste de Economia CircularCanal: @NordesteEconomiaCircularAcesso: gratuito
Fonte: Fórum Nordeste de Economia Circular, Sudene e PNUD.
Texto: Redação Coisas da Dina.
Foto: Divulgação.


