Hepatites virais ainda representam desafio à saúde pública e reforçam importância da prevenção
- 24/07/2026
Silenciosas em muitos casos, as hepatites virais continuam sendo um importante desafio para a saúde pública brasileira. Causadas pelos vírus A, B, C, D e E, elas atingem principalmente o fígado e podem evoluir para complicações graves quando não são identificadas e tratadas precocemente.
O alerta ganha força com a proximidade do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho.
Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou 826.292 casos confirmados entre 2000 e 2024. A hepatite C respondeu pela maior parcela das notificações, com 342.328 casos, seguida pela hepatite B, com 302.351, e pela hepatite A, com 174.977.
Na Bahia, os números também chamam atenção. Foram registrados 10.635 casos de hepatite B, 9.908 de hepatite C e 9.463 de hepatite A no período analisado. Entre os casos de hepatite C, foram contabilizadas 2.383 mortes.
Um dos maiores problemas está justamente no caráter silencioso de alguns tipos da doença. Enquanto a hepatite A costuma se manifestar de forma aguda, as hepatites B, C e D podem permanecer durante anos sem sintomas evidentes e, em alguns casos, serem descobertas somente quando já existe comprometimento do fígado.
Cansaço, febre, náuseas, vômitos, dor abdominal, alterações intestinais, urina escura, fezes claras e pele ou olhos amarelados estão entre os sinais que podem surgir.
Vacinação e prevenção fazem diferença
O Brasil dispõe de vacinas contra as hepatites A e B, oferecidas conforme os critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações.
Para o infectologista Claudilson Bastos, consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, a vacinação permanece como uma das principais estratégias de prevenção.
“A imunização disponível é segura, eficaz e representa uma das principais formas de prevenção das hepatites A e B”, afirma.
No caso da hepatite A, cuidados com higiene das mãos e dos alimentos e consumo de água segura são fundamentais. Para as hepatites B e C, também é importante não compartilhar agulhas, lâminas, alicates e outros objetos que possam ter contato com sangue, além de observar as condições de esterilização de materiais utilizados em tatuagens, piercings e procedimentos de manicure.
O uso do preservativo também é uma medida importante, especialmente para a prevenção da hepatite B, que pode ser transmitida sexualmente.
Claudilson Bastos chama atenção ainda para uma confusão que pode ocorrer entre usuários da PrEP, medicamento utilizado para prevenção do HIV.
Segundo o infectologista, a PrEP não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis. Por isso, o preservativo continua tendo papel relevante na prevenção das hepatites e de outras ISTs.
Diagnóstico pode evitar complicações
A identificação das hepatites virais é feita principalmente por exames de sangue, que permitem detectar contato com o vírus, presença de infecção ativa e, em determinadas situações, avaliar a quantidade de vírus circulante.
O tratamento depende do tipo da doença. A hepatite A geralmente apresenta recuperação espontânea. A hepatite B pode exigir acompanhamento prolongado e uso de antivirais nos casos crônicos.
Para a hepatite C, os antivirais de ação direta apresentam elevada eficácia e podem eliminar a infecção na maioria dos pacientes. Já as hepatites D e E exigem acompanhamento conforme as características de cada caso.
Diagnóstico precoce, vacinação, informação e prevenção continuam sendo as principais ferramentas para reduzir a transmissão e evitar consequências como cirrose e câncer de fígado.
Uma história de saúde construída por mulheres
Ao falar do Sabin, também merece reconhecimento uma história empresarial que nasceu pelas mãos de mulheres.
O grupo foi fundado pelas bioquímicas Janete Vaz e Sandra Soares Costa, que transformaram um empreendimento iniciado há quase quatro décadas em uma organização de saúde de atuação nacional. A própria história institucional do Sabin destaca a liderança feminina como uma de suas marcas.
Janete Vaz tornou-se uma das referências brasileiras em empreendedorismo, gestão e liderança feminina, ajudando a construir uma empresa que cresceu sem abandonar uma forte presença de mulheres em sua trajetória e em sua cultura organizacional.
O Coisas da Dina parabeniza Janete Vaz, Sandra Costa e todas as mulheres que fazem parte dessa história. Em um país onde tantas mulheres ainda precisam vencer barreiras para ocupar espaços de decisão, ver uma empresa de saúde criada por duas mulheres alcançar dimensão nacional também é uma história que merece ser reconhecida e contada.
Fonte: Ministério da Saúde e Sabin Diagnóstico e Saúde.
Texto: Redação Coisas da Dina.
Foto: Divulgação.


