Brasileira de 15 anos faz história no kart mundial e se prepara para a Fórmula 4
- 24/07/2026
Aos 15 anos, a brasileira Victoria “Vicky” Farfus já constrói uma trajetória de destaque no automobilismo internacional. Depois de começar no kart aos 11 anos, ela alcançou resultados inéditos, passou a integrar programas de desenvolvimento de talentos femininos e agora inicia a preparação para a Fórmula 4.
Morando em Mônaco desde os primeiros meses de vida, Vicky cresceu cercada pelo universo das corridas. A rotina, porém, está longe de se resumir ao glamour associado ao automobilismo. Escola, preparação física, simuladores, viagens e competições fazem parte de um cotidiano marcado por disciplina e dedicação.
O primeiro grande reconhecimento internacional veio em 2024, quando foi selecionada para o Iron Dames Young Talents, programa criado para identificar e desenvolver jovens pilotas com potencial para alcançar categorias de alto nível.
No ano passado, Vicky conseguiu o resultado que ampliou sua projeção no cenário mundial. Na Copa do Mundo de Kart da FIA, disputada em Cremona, na Itália, terminou em quarto lugar entre mais de 100 pilotos.
Com o resultado, tornou-se a primeira mulher a terminar entre as cinco melhores em uma competição mundial de kart da FIA.
“Foi um momento muito especial. Foi ali que veio a confirmação de que estávamos no caminho e de que toda a preparação para aquela corrida tinha valido a pena”, afirma.
Para Vicky, o resultado também reforçou uma convicção.
“Mostrou que nós, mulheres, podemos competir em igualdade de condições no mais alto nível do automobilismo.”
A temporada também abriu outra porta importante. A jovem passou a integrar o F1 Academy Discover Your Drive, programa voltado à identificação e ao desenvolvimento de talentos femininos no automobilismo.
Agora, ela se prepara para a transição do kart para os carros de fórmula, com a Fórmula 4 como próximo passo. Um caminho próprio
Vicky é filha do piloto Augusto Farfus, nome de destaque do automobilismo brasileiro no cenário internacional. A influência do pai faz parte de sua formação, mas ela faz questão de construir uma identidade própria nas pistas.
“Tenho muito orgulho da história do meu pai e de tudo o que aprendo com ele. Mas quero ser reconhecida pelo meu trabalho, pelo meu nome e pelas minhas conquistas”, diz.
Augusto acompanha de perto o desenvolvimento da filha e destaca sua capacidade de compreender aspectos técnicos do carro e transformar informações em desempenho. Segundo ele, Vicky sempre demonstrou interesse em construir a própria trajetória. “Ela nunca quis ser conhecida apenas como minha filha. Sempre deixou claro que queria escrever a própria história.”
Mulheres ganham espaço no automobilismo
O automobilismo continua sendo um ambiente majoritariamente masculino, mas iniciativas voltadas à formação de mulheres vêm ampliando as oportunidades no esporte.
Programas como Iron Dames e F1 Academy ajudam a criar caminhos para que jovens pilotas possam competir, se desenvolver e alcançar categorias cada vez mais importantes.
Vicky, no entanto, prefere que seu espaço seja conquistado principalmente pelo resultado.
“Quero ser lembrada pela minha performance. Se minha trajetória também inspirar outras meninas a acreditarem que podem chegar até aqui, vou ficar muito feliz.”
Mesmo vivendo na Europa, a piloto mantém forte ligação com o Brasil e faz questão de representar o país nas competições. “Tenho muito orgulho de levar a bandeira brasileira comigo. Quero que as pessoas que acompanham minha carreira sintam que estou representando o nosso país nas pistas.”
O sonho da Fórmula 1
Entre estudos, treinos físicos, simuladores e campeonatos, a rotina de Vicky já se aproxima da exigência de uma carreira profissional. O próximo desafio será a Fórmula 4, uma etapa importante na formação de pilotos que pretendem avançar nas categorias de monopostos.
O objetivo, ela não esconde: chegar à Fórmula 1.
“Sei que ainda tenho muito para aprender. Cada categoria exige uma evolução diferente e quero construir minha carreira passo a passo.” Para Vicky, talento é apenas parte do caminho.
“Ter talento é importante, mas disciplina e trabalho duro são o que realmente fazem a diferença para um piloto chegar mais longe.” Aos 15 anos, Victoria Farfus já transformou resultados em reconhecimento e começa agora uma nova etapa. O próximo capítulo será escrito nos carros de fórmula.
Fonte: Assessoria de imprensa.
Texto: Redação Coisas da Dina.
Foto: Divulgação.


