Câncer de cabeça e pescoço registra mais de 40 mil novos casos por ano no Brasil
- 22/07/2026
O Brasil registra entre 40 mil e 48 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Durante o Julho Verde, campanha de conscientização sobre a doença, especialistas reforçam a importância da prevenção e da investigação de sintomas que permanecem por muito tempo.
O câncer de cabeça e pescoço reúne diferentes tipos de tumores. Eles podem atingir a boca, os lábios, a garganta, a laringe, a cavidade nasal, os seios da face, as glândulas salivares e a tireoide.
Embora estejam localizados na mesma região do corpo, esses tumores não são iguais. Cada um apresenta características próprias, comportamento diferente e respostas específicas ao tratamento.
“Os tumores de cabeça e pescoço podem surgir em diferentes estruturas da região e cada um apresenta características próprias. Por isso, identificar corretamente o local de origem da doença é fundamental para definir a estratégia terapêutica adequada”, explica o oncologista Álvaro Guimarães Paula, especialista em câncer de tórax, cabeça e pescoço da Croma Oncologia.
Tabagismo e álcool aumentam o risco
O cigarro e o consumo frequente de bebidas alcoólicas estão entre os principais fatores de risco. Quando associados, aumentam de forma significativa a possibilidade de desenvolvimento da doença.
A infecção persistente pelo HPV também está relacionada a alguns tumores, principalmente os que surgem na orofaringe. A vacinação contra o vírus é uma das medidas de prevenção.
Feridas ou manchas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, caroço no pescoço, dor progressiva, sensação de algo preso na garganta, obstrução nasal e sangramentos sem causa aparente precisam ser avaliados.
Segundo o INCA, entre 70% e 80% dos casos são identificados em estágios avançados no país. A demora na procura por atendimento, o medo do diagnóstico, a desvalorização dos sintomas e as dificuldades de acesso a exames especializados estão entre as causas desse cenário.
Diagnóstico precoce amplia as chances de cura
A investigação pode envolver avaliação médica, exames de imagem e biópsia. Esses procedimentos ajudam a confirmar a presença do tumor, identificar sua extensão e planejar o tratamento.
Em algumas situações, o paciente apresenta comprometimento dos linfonodos do pescoço, mas a origem do tumor não é localizada, mesmo após uma investigação detalhada. Esse quadro é chamado de carcinoma de sítio primário oculto.
“Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura e menor a necessidade de tratamentos combinados e agressivos”, destaca Álvaro Guimarães.
O diagnóstico em fase inicial também contribui para preservar funções importantes, como a fala e a deglutição, e pode reduzir impactos na aparência e na qualidade de vida do paciente.
Nas últimas décadas, o tratamento avançou com novas técnicas de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias-alvo e imunoterapia. Exames genéticos também passaram a ajudar na identificação de alterações moleculares que podem orientar determinadas condutas.
Diante de qualquer alteração persistente na boca, na garganta, na voz ou no pescoço, a recomendação é procurar atendimento médico. O diagnóstico precoce continua sendo um dos principais aliados no combate à doença.
Fonte: Croma Oncologia e Instituto Nacional de Câncer.
Texto: Redação Coisas da Dina.
Foto: Divulgação.


