​Cyberbullying exige atenção da família e da escola aos primeiros sinais

  • 20/07/2026

​Cyberbullying exige atenção da família e da escola aos primeiros sinais

O uso cada vez mais frequente das redes sociais e dos aplicativos de mensagens ampliou também a preocupação com o cyberbullying, forma de violência praticada no ambiente virtual que pode provocar consequências graves na vida de crianças e adolescentes.

Humilhações, ameaças, perseguições, exposição de imagens, criação de perfis falsos e compartilhamento de conteúdos ofensivos são algumas das formas mais comuns desse tipo de agressão.

Segundo Fernando Machado, orientador educacional profissional e docente do curso Técnico em Informática do Senac Viamão, muitos jovens ainda não compreendem a dimensão do dano causado por essas atitudes.

“O cyberbullying acontece quando a internet é utilizada para humilhar, ameaçar ou perseguir alguém. Em muitos casos, os agressores recorrem a perfis falsos para praticar esse tipo de violência”, explica.

As agressões podem ocorrer em plataformas conhecidas, como Instagram, Facebook e X, mas também em aplicativos, jogos e redes menos acompanhadas pelas famílias.

Mudanças de comportamento podem indicar que algo está acontecendo

Alguns sinais merecem atenção. Nervosismo ao receber notificações, medo de acessar as redes sociais, tentativa de esconder a tela do celular e ansiedade durante o uso da internet podem indicar que o adolescente está enfrentando algum tipo de situação constrangedora ou ameaçadora.

Outras mudanças também precisam ser observadas, como isolamento, afastamento dos amigos, queda no rendimento escolar, dificuldade de concentração, alterações no sono, perda de apetite e episódios frequentes de tristeza.

Nesses casos, a reação da família pode fazer diferença.

“O jovem que sofre cyberbullying já está emocionalmente fragilizado. A família precisa conversar de forma acolhedora, sem julgamentos ou agressividade, para que ele se sinta seguro para contar o que está acontecendo”, orienta Fernando Machado.

Acolher não significa ignorar a gravidade do problema. É importante ouvir, preservar as provas das agressões, como mensagens e capturas de tela, e buscar apoio da escola ou de profissionais especializados, quando necessário.

Escola tem papel fundamental na prevenção

A escola também ocupa uma posição importante no enfrentamento ao cyberbullying. Campanhas de conscientização, conversas permanentes sobre respeito e orientação sobre o uso responsável da internet ajudam a prevenir situações de violência.

Para Fernando Machado, os estudantes precisam compreender que as ações realizadas no ambiente digital também têm consequências.

“É fundamental que os estudantes entendam a gravidade do cyberbullying e conheçam as consequências desse tipo de prática”, destaca.

Alunos que presenciarem ou receberem conteúdos ofensivos contra colegas devem procurar a equipe pedagógica ou a direção da escola. Quanto mais cedo a situação for identificada, maiores são as possibilidades de proteger a vítima e evitar o agravamento dos impactos emocionais.

Ansiedade, depressão, medo, baixa autoestima e necessidade de acompanhamento psicológico podem estar entre as consequências da violência virtual.

No Senac, a cidadania digital faz parte da formação dos estudantes. A instituição desenvolve campanhas e conteúdos voltados ao uso ético, seguro e responsável das tecnologias.

“Como recebemos muitos jovens e adolescentes, buscamos incluir essa conscientização nos diferentes cursos, contribuindo para a prevenção do bullying e do cyberbullying”, conclui Fernando.

Fonte: Senac-RS.

Texto: Redação Coisas da Dina.

Foto: Divulgação.


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