Museu do Rádio Itinerante busca gravações para preservar a memória da radiodifusão
- 16/07/2026
O Museu do Rádio Itinerante está mobilizando emissoras, radialistas, colecionadores, ouvintes e familiares de profissionais do rádio para localizar gravações que ajudem a contar a história da radiodifusão na Bahia e no Brasil.
Podem contribuir pessoas que tenham guardado áudios de programas, entrevistas, coberturas jornalísticas, vinhetas, radionovelas, transmissões esportivas ou vozes de comunicadores que marcaram diferentes períodos do rádio. O contato pode ser feito pelo telefone (71) 99916-7273.
A mobilização ganhou força nesta semana com uma série de entrevistas e encontros realizados pela comunicadora Dina RACHID, idealizadora do projeto.
Na quarta-feira, dia 15 de julho, Dina participou de entrevista na Rádio Sociedade da Bahia, com Adelson Carvalho. A Sociedade foi a primeira emissora de rádio da Bahia, a segunda do Brasil e permaneceu durante 20 anos como a única emissora do estado.
No mesmo dia, o Museu do Rádio Itinerante também foi apresentado na Rádio Metrópole FM, durante entrevista com Mário Kertész. A passagem pela emissora teve um significado especial para Dina RACHID, que trabalhou na Metrópole durante muitos anos e considera a rádio uma de suas antigas casas profissionais.
Dina também se reuniu com Nilton Neto, responsável pela Rede de Rádios da Rede Bahia, para apresentar o projeto e conversar sobre a participação das emissoras na preservação da memória do rádio baiano.
Nesta quinta-feira, dia 16, as entrevistas aconteceram na Excelsior FM e na Cardeal FM, integrantes da Rede Excelsior de Comunicação. A Excelsior foi a segunda emissora de rádio da Bahia e ocupa um lugar importante na história da comunicação do estado.
Os encontros fazem parte de um trabalho de pesquisa e aproximação com emissoras, comunicadores e pessoas que ajudaram a construir o rádio. O objetivo é identificar gravações históricas que possam integrar a narrativa do museu e apresentar ao público as vozes que acompanharam gerações de brasileiros.
Uma história preservada pelo som
A memória do rádio está nas vozes de locutores, jornalistas, artistas, entrevistados, ouvintes, produtores e comunicadores. Muitas dessas gravações permanecem em fitas, CDs, discos ou arquivos digitais guardados por famílias e antigos profissionais.
Há pessoas que conservam entrevistas raras, programas completos, coberturas de acontecimentos importantes e registros de radialistas que já morreram. Esse material pode ajudar a impedir que uma parte da história da comunicação desapareça.
O Museu do Rádio Itinerante procura exclusivamente gravações. Cada pessoa poderá entrar em contato com a equipe para informar qual registro possui e saber como o conteúdo poderá ser cedido, copiado ou digitalizado.
Um museu que chegará ao público
O Museu do Rádio Itinerante será instalado em um ônibus adaptado e percorrerá, em sua primeira rota, as cidades de Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Jacobina e Ilhéus.
O público poderá ouvir programas, entrevistas, radionovelas, transmissões históricas, músicas, vinhetas e vozes que marcaram diferentes épocas. A proposta é contar a história do rádio por meio do som e da experiência de quem viveu essa trajetória.
O projeto também tem caráter educativo. Crianças e jovens poderão conhecer como os programas eram produzidos, como as notícias chegavam às comunidades e de que maneira o rádio participou da formação cultural e social do Brasil.
Onde muitas vezes não havia escola, estrada ou energia, havia um radinho de pilha levando informação, companhia e esperança.
O rádio atravessa gerações
O rádio enfrentou a chegada da televisão, acompanhou o crescimento da internet e encontrou novos caminhos com as redes sociais. Hoje, pode ser ouvido no aparelho tradicional, no carro, no celular, em aplicativos e plataformas digitais.
Mesmo com tantas mudanças, continua vivo e presente na rotina dos brasileiros e dos baianos. Informa, presta serviço, divulga cultura, mobiliza comunidades e estabelece uma relação de proximidade que poucos meios de comunicação conseguem reproduzir.
O Museu do Rádio Itinerante foi criado para valorizar o trabalho dos radialistas e reconhecer a função exercida pelo rádio há mais de 100 anos. Preservar suas gravações é preservar as vozes, os acontecimentos e as emoções que ajudaram a construir a memória do país.
Contato para gravações
Telefone: (71) 99916-7273
Fonte: Museu do Rádio Itinerante.
Texto: Redação Coisas da Dina.
Foto: Divulgação.


