​Bahia tem 15 barragens em situação crítica e relatório aponta necessidade de fiscalização prioritária

  • 15/07/2026

​Bahia tem 15 barragens em situação crítica e relatório aponta necessidade de fiscalização prioritária

A Bahia tem 15 barragens incluídas na lista de estruturas que exigem atenção prioritária dos órgãos de fiscalização. Os dados aparecem no Relatório de Segurança de Barragens 2026, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, com informações referentes ao ano de 2025.

As estruturas estão localizadas em Ibicoara, Maiquinique, Morro do Chapéu, Mata de São João, Porto Seguro e Caetité. O relatório considera critérios como risco de falha, problemas estruturais, nível de emergência e possíveis consequências para pessoas, rodovias, moradias e áreas de circulação próximas.

Em Maiquinique, três barragens ligadas à atividade mineral aparecem na relação. Em Caetité, cinco estruturas associadas às Indústrias Nucleares do Brasil foram incluídas na lista. As demais estão vinculadas a diferentes usos, como irrigação, abastecimento humano, recreação e fornecimento de água para animais.

O levantamento aponta que oito das 15 barragens são fiscalizadas pela Agência Nacional de Mineração. As outras sete estão sob responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia.

A expressão “situação crítica” não significa que todas as barragens estejam prestes a romper. A classificação indica que elas precisam de acompanhamento prioritário por reunirem fatores de risco, dano potencial ou problemas de conservação.

Das 15 estruturas listadas, 11 apresentam categoria de risco alta. Todas foram classificadas com alto dano potencial relacionado à possibilidade de perda de vidas humanas em caso de acidente. O relatório também cita sinais de erosão, rachaduras, escorregamentos e outros problemas em parte das barragens.

A Bahia possui 821 barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens. Desse total, 282 apresentam categoria de risco alta e 439 têm dano potencial associado alto. Esses números, isoladamente, não indicam emergência, mas reforçam a necessidade de inspeções, manutenção e atualização das informações técnicas.

Outro ponto chama atenção. O Inema tem quatro profissionais dedicados exclusivamente à segurança de barragens, embora o relatório estime que seriam necessários pelo menos dez para atender ao volume de estruturas sob responsabilidade do órgão.

Em 2025, a Bahia registrou um incidente em uma barragem de Pindobaçu. Não houve rompimento, mortes, evacuação nem danos ambientais relevantes informados. O caso envolveu detonações de explosivos em áreas de mineração próximas à estrutura, o que levou à intensificação das inspeções.

O relatório reforça uma questão básica de segurança pública: barragens precisam de fiscalização permanente, manutenção, informação atualizada e planos de emergência claros. Quando existe risco para comunidades, rodovias ou áreas habitadas, prevenção não pode ser tratada como uma medida secundária.

Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, Agência Nacional de Mineração e Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia.
Texto: Redação Coisas da Dina.
Foto: Divulgação


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Anunciantes