​Artigo: Só depois do Carnaval

  • 09/02/2026

​Artigo: Só depois do Carnaval

Todo mundo já ouviu essa frase:“Depois do Carnaval a gente resolve.”

No Brasil, o ano tem uma largada diferente. Janeiro chega quente, com o verão no auge, férias, viagens, praias lotadas, crianças fora da escola, empresas ainda em ritmo lento… e uma sensação coletiva de que a vida está em modo aquecimento.

Na Bahia, isso ganha outra camada.
Verão aqui não é só estação. É estado de espírito.

Shows, festas populares, ensaios, turistas, ruas cheias, energia alta. É difícil falar de planilhas quando o sol está a pino e o mar chamando.

Mas existe também um detalhe curioso: o Carnaval costuma cair logo no começo do ano — e isso empurra ainda mais a ideia de que “só depois dele é que a engrenagem gira”.

Quando o Carnaval vem cedo, parece até estratégico: curte-se a festa, fecha-se esse ciclo simbólico e março vira o verdadeiro janeiro.

Quando ele vem mais tarde, a sensação é de suspensão prolongada. Janeiro escorre para fevereiro, fevereiro vira espera… e o país inteiro parece com o pé no freio.

A pergunta então é inevitável:
O que a gente faz enquanto espera o ano começar?

Verão não é pausa. É preparação.

Talvez o erro seja achar que esses primeiros meses são tempo perdido.
Não são.

Eles são tempo de organizar a casa, revisar planos, pensar em novos projetos, cuidar do corpo, estudar, ajustar rotinas, planejar investimentos, repensar carreira e observar oportunidades.

Enquanto o mundo parece distraído, quem se prepara sai na frente.

Não é sobre trabalhar sem parar. É sobre usar esse período para alinhar a vida antes da corrida começar.

Carnaval passa. Estrutura fica.

O Carnaval é necessário. Cultural, econômico, simbólico. Ele marca uma virada coletiva.

Mas não dá para entregar os dois primeiros meses do ano à espera.

Quem deixa tudo para “depois do Carnaval” chega em março correndo atrás do prejuízo.

Quem usa janeiro e fevereiro para se organizar entra no jogo com vantagem.

Talvez a frase precise mudar

Em vez de:
“Depois do Carnaval eu começo.”

Que tal:
“Depois do Carnaval eu acelero — porque antes eu me preparei.”

Aqui no Coisas da Dina, a gente gosta de falar de vida real: tempo, escolhas, trabalho, prazer, disciplina e propósito.

Porque não existe sucesso improvisado. Existe gente que observa o ritmo do país e usa esse ritmo a seu favor.

Por Dina Rachid 


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