​Fevereiro roxo amplia debate sobre fibromialgia e reforça avanços no reconhecimento da dor crônica

  • 09/02/2026

​Fevereiro roxo amplia debate sobre fibromialgia e reforça avanços no reconhecimento da dor crônica

A fibromialgia, condição crônica caracterizada por dor generalizada e impacto significativo na qualidade de vida, volta ao centro das atenções durante o Fevereiro Roxo, campanha dedicada à conscientização sobre a doença. Embora não exista cura, especialistas destacam que o acompanhamento adequado pode proporcionar mais autonomia, funcionalidade e bem-estar aos pacientes.

De acordo com a anestesiologista Anita Rocha, coordenadora do Itaigara Memorial Clínica da Dor, a fibromialgia atinge cerca de 5% da população mundial e aproximadamente 2,5% dos brasileiros, mas ainda enfrenta obstáculos importantes para o diagnóstico. Segundo ela, trata-se de uma condição complexa, que não costuma apresentar alterações em exames laboratoriais convencionais, o que frequentemente leva à minimização da dor relatada pelos pacientes. O diagnóstico é clínico e exige escuta cuidadosa, avaliação detalhada e acompanhamento contínuo.

Em janeiro deste ano, entrou em vigor a Lei nº 15.176/2025, que passou a reconhecer a fibromialgia como uma condição passível de enquadramento como deficiência no Brasil. A medida representa um avanço no reconhecimento da dor crônica, amplia o debate sobre inclusão e acessibilidade e fortalece a garantia de direitos para milhões de pessoas que convivem diariamente com o problema.

Anita Rocha ressalta que os efeitos da doença vão além da dor física. A fibromialgia pode interferir na rotina social, profissional e emocional, o que torna indispensável um plano terapêutico individualizado e multidisciplinar. Entre os sintomas mais frequentes estão dores persistentes em diversas regiões do corpo, fadiga intensa, sono não reparador, cefaleias recorrentes, formigamento em mãos e pés, dificuldade de concentração, lapsos de memória e alterações emocionais.

O tratamento costuma combinar medicamentos com terapias como fisioterapia e acupuntura, além de orientações sobre alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e acompanhamento psicológico. Com essa abordagem integrada, muitos pacientes conseguem reduzir os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida.

A fisioterapeuta Ana Cássia Baião, também do Itaigara Memorial Clínica da Dor, destaca que a atividade física é uma das estratégias mais eficazes no controle da fibromialgia. Segundo ela, os exercícios ajudam a aliviar a dor, reduzir a fadiga e melhorar o sono, além de contribuir para a manutenção da massa óssea, do equilíbrio, da força muscular e para o controle do estresse. A prática regular também auxilia no controle do peso, fator que pode influenciar diretamente na intensidade dos sintomas.

Foto: Ilustrativa 


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