​Meninos são maioria nos diagnósticos de câncer infantojuvenil; leucemia lidera os casos

  • 07/07/2026

​Meninos são maioria nos diagnósticos de câncer infantojuvenil; leucemia lidera os casos

O câncer infantojuvenil segue como um dos grandes desafios da saúde pública no Brasil. Levantamento do NAPO, do Serviço de Oncologia Pediátrica do Santa Marcelina Saúde, em parceria com a TUCCA, mostrou que 58,2% dos casos analisados ocorreram em meninos. O estudo também apontou que a leucemia linfoblástica aguda é o diagnóstico mais frequente entre crianças e adolescentes de ambos os sexos.

Os dados ajudam a compreender melhor o perfil dos pacientes atendidos em um dos principais serviços de referência em oncologia pediátrica de São Paulo e reforçam a importância do diagnóstico rápido e do acesso a centros especializados.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano entre 2026 e 2028. Desse total, a estimativa é de 3.960 casos em meninos e 3.600 em meninas.

As leucemias continuam sendo o tipo de câncer mais comum na infância. A leucemia linfoblástica aguda, conhecida como LLA, ocorre quando há produção descontrolada de células imaturas na medula óssea. A doença costuma evoluir rapidamente, mas, quando diagnosticada cedo e tratada em centros especializados, pode apresentar taxas de cura superiores a 80%, segundo o INCA.

Entre os sinais de alerta estão palidez persistente, febre recorrente, manchas roxas sem causa aparente, dores nos ossos, cansaço fora do comum, sangramentos frequentes e perda de disposição. Como esses sintomas podem ser confundidos com doenças comuns da infância, a investigação médica não deve ser adiada quando os sinais persistem.

Especialistas ainda investigam por que os meninos aparecem em maior proporção nos diagnósticos de câncer pediátrico. Estudos apontam que fatores biológicos, imunológicos e genéticos podem estar envolvidos, mas ainda não existe uma explicação única para essa diferença.

Para os médicos, dados epidemiológicos são fundamentais para melhorar o planejamento da assistência, direcionar recursos, fortalecer a pesquisa e ampliar as chances de diagnóstico precoce. O câncer já é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, de acordo com o INCA.

A TUCCA atua desde 1998 no apoio ao tratamento de crianças e adolescentes com câncer. Em parceria com o Santa Marcelina Saúde, mantém um serviço especializado na Zona Leste de São Paulo, com atendimento gratuito pelo SUS, diagnóstico, tratamento, acompanhamento multidisciplinar e suporte às famílias.

A informação continua sendo uma das principais ferramentas para enfrentar o câncer infantojuvenil. Reconhecer sinais persistentes, buscar atendimento médico e garantir acesso a centros especializados pode fazer diferença no tratamento e na qualidade de vida das crianças e adolescentes.

Fontes: NAPO / Serviço de Oncologia Pediátrica do Santa Marcelina Saúde; TUCCA; Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Texto: Redação Coisas da Dina

Imagem: Divulgação


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