Dor nas pernas nem sempre é cansaço: lipedema ainda é pouco conhecido e afeta milhões de mulheres
- 05/07/2026
Sentir dor constante nas pernas, apresentar hematomas sem explicação e perceber que a parte de baixo do corpo cresce desproporcionalmente em relação ao restante do organismo não é normal. Esses podem ser sinais de lipedema, uma doença crônica que afeta cerca de uma em cada dez mulheres e que ainda é frequentemente confundida com obesidade ou gordura localizada.
Nos últimos anos, o aumento da informação sobre a doença levou mais mulheres aos consultórios médicos em busca de respostas para sintomas que, durante muito tempo, foram ignorados ou tratados apenas como excesso de peso.
O lipedema provoca o acúmulo anormal de gordura, principalmente do quadril até os tornozelos, podendo também atingir os braços. Diferentemente da obesidade, essa gordura é inflamada, dolorosa e não responde da mesma forma às dietas e aos exercícios físicos, o que gera frustração em muitas pacientes.
Além do aumento do volume das pernas, a doença costuma provocar sensação de peso, dor ao toque, inchaço e facilidade para o aparecimento de hematomas. Outro sinal bastante característico é a desproporção entre a parte superior e inferior do corpo, quando a mulher veste, por exemplo, uma blusa de tamanho pequeno e uma calça vários números maiores.
Especialistas alertam que muitas pacientes passam anos tentando emagrecer sem entender que convivem com uma doença. Por isso, o diagnóstico precoce faz diferença na qualidade de vida e pode evitar a progressão do quadro.
O tratamento varia de acordo com o estágio da doença e pode incluir alimentação com foco anti-inflamatório, atividade física orientada, fisioterapia, uso de meias de compressão e, em alguns casos, cirurgia.
O mais importante é não normalizar a dor. Pernas doloridas, sensação constante de peso, hematomas frequentes e aumento desproporcional do volume dos membros inferiores merecem avaliação médica.
Quanto mais cedo o lipedema é identificado, maiores são as possibilidades de controlar os sintomas, preservar a mobilidade e proporcionar mais qualidade de vida às pacientes.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: ilustrativa


