​Primeira sexta-feira do segundo semestre: fé, dendê e o jeito baiano de começar um novo ciclo

  • 03/07/2026

​Primeira sexta-feira do segundo semestre: fé, dendê e o jeito baiano de começar um novo ciclo

A primeira sexta-feira do segundo semestre chegou. Para muita gente, ela veio acompanhada de um feriadão prolongado. Para outros, marca o início das férias de julho. Mas, na Bahia, sexta-feira também tem sabor de tradição.

É dia de subir a Colina Sagrada do Bonfim. Uns vão agradecer pelos seis primeiros meses do ano. Outros aproveitam para fazer novos pedidos, renovar a fé e pedir proteção para o semestre que começa. Cada degrau da ladeira parece carregar uma oração, uma esperança ou um agradecimento.

Depois da visita ao Senhor do Bonfim, vem outro ritual que o baiano conhece bem: reunir a família ou os amigos em volta da mesa. Sexta-feira combina com moqueca fumegando, vatapá, caruru, acarajé e tudo aquilo que o dendê transformou em patrimônio da nossa cultura e da nossa memória afetiva.

E se a programação continuar pela cidade, melhor ainda. Vale caminhar pelo Centro Histórico, sentir a brisa da Ribeira ou terminar a tarde admirando o pôr do sol na Ponta do Humaitá ou no Farol da Barra. De preferência, saboreando um bom acarajé com bastante camarão e pimenta. E, para quem aprecia, uma cervejinha bem gelada também combina com esse momento de descanso e celebração.

Enquanto muitos brasileiros aproveitam as férias para viajar, o baiano sabe que, muitas vezes, os melhores passeios estão bem perto de casa. Salvador oferece paisagens, sabores, história e encontros que transformam qualquer sexta-feira em uma experiência especial.

O segundo semestre começa carregando expectativas, novos projetos e oportunidades. Talvez por isso a primeira sexta-feira de julho tenha um significado diferente. Ela convida a desacelerar por algumas horas, agradecer pelo caminho percorrido e seguir em frente com esperança renovada.

Porque na Bahia tradição não é apenas uma herança do passado. É um jeito de viver o presente. É manter viva a fé, preservar a cultura e lembrar que a felicidade também mora nas coisas simples: uma oração feita com sinceridade, uma boa moqueca dividida com quem se ama, um pôr do sol inesquecível e a certeza de que todo recomeço merece ser celebrado.

Texto: Dina RACHID 
Foto: Internet


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