​Sono ruim e obesidade avançam no Brasil, aponta levantamento do Ministério da Saúde

  • 06/02/2026

​Sono ruim e obesidade avançam no Brasil, aponta levantamento do Ministério da Saúde

Dados da pesquisa Vigitel 2025, divulgados pelo Ministério da Saúde, mostram que o número de adultos obesos no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024. O levantamento também passou a investigar, pela primeira vez, a qualidade do sono da população e revelou que 20,2% dos entrevistados dormem menos de seis horas por noite, enquanto 31,7% relatam sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres.

De acordo com especialistas em nutrição e saúde metabólica, o sono exerce papel central no equilíbrio do organismo e influencia diretamente o controle do peso. Estudos científicos publicados em periódicos médicos brasileiros indicam que é durante o descanso que o corpo regula o metabolismo e ajusta hormônios ligados à fome e à saciedade, como a leptina e a grelina. Quando o sono é insuficiente, aumenta a tendência ao consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, favorecendo o ganho de peso.

Pesquisas internacionais, como as divulgadas na revista científica JAMA, também apontam que dormir pouco pode reduzir níveis hormonais importantes para a manutenção da massa muscular, o que dificulta os resultados de quem pratica atividade física regularmente. Além disso, noites mal dormidas estão associadas a cansaço crônico, dificuldade de concentração e maior risco de compulsão alimentar.

Especialistas defendem que o sono deve ser tratado como um dos pilares do estilo de vida saudável, ao lado da alimentação equilibrada e da prática de exercícios. Entre as recomendações para melhorar a qualidade do descanso estão manter horários regulares para dormir e acordar, evitar refeições pesadas à noite, reduzir o consumo de cafeína e álcool no fim do dia, criar um ambiente escuro e silencioso no quarto e limitar o uso de telas antes de deitar.

Foto: Ilustrativa

Os dados reforçam a importância de políticas públicas e campanhas educativas que integrem alimentação, atividade física e sono como estratégias fundamentais para frear o avanço da obesidade e melhorar a qualidade de vida da população brasileira.


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