​Fevereiro roxo reforça conscientização sobre fibromialgia e destaca avanços no reconhecimento da dor crônica

  • 06/02/2026

​Fevereiro roxo reforça conscientização sobre fibromialgia e destaca avanços no reconhecimento da dor crônica

A fibromialgia, condição crônica caracterizada por dor generalizada e impacto significativo na qualidade de vida, ganha visibilidade durante o Fevereiro Roxo, campanha dedicada à conscientização sobre a doença. Embora não tenha cura, o quadro pode ser controlado com acompanhamento adequado, o que permite maior funcionalidade, autonomia e bem-estar aos pacientes.

Segundo a anestesiologista Anita Rocha, coordenadora do Itaigara Memorial Clínica da Dor, a fibromialgia acomete cerca de 5% da população mundial e aproximadamente 2,5% da população brasileira, mas ainda enfrenta desafios importantes no diagnóstico. Ela explica que se trata de uma condição complexa, que não apresenta alterações visíveis em exames laboratoriais tradicionais, o que muitas vezes leva à subvalorização da dor relatada pelos pacientes. O diagnóstico, ressalta, é essencialmente clínico e exige escuta atenta, avaliação criteriosa e acompanhamento contínuo.

Em janeiro deste ano, entrou em vigor a Lei nº 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia como uma condição passível de enquadramento como deficiência no Brasil. A legislação representa um avanço no reconhecimento da dor crônica, amplia o debate sobre inclusão e acessibilidade e fortalece a garantia de direitos para pessoas que convivem diariamente com a doença.

De acordo com Anita Rocha, os impactos vão além da dor física. A fibromialgia pode interferir na vida social, profissional e emocional, o que torna o tratamento individualizado e multidisciplinar essencial. Entre os sintomas mais frequentes estão dor persistente em várias regiões do corpo, fadiga intensa, sono não reparador, dores de cabeça recorrentes, formigamento em mãos e pés, dificuldade de concentração e lapsos de memória, além de alterações emocionais.

O tratamento costuma envolver o uso de medicamentos associado a terapias como fisioterapia e acupuntura, além de orientações sobre alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e acompanhamento psicológico. Com essa combinação, muitos pacientes conseguem melhorar significativamente a qualidade de vida e retomar atividades do dia a dia.

A fisioterapeuta Ana Cássia Baião, também do Itaigara Memorial Clínica da Dor, destaca que a atividade física é uma das estratégias mais eficazes no controle da doença. Segundo ela, os exercícios ajudam a combater dor, fadiga e distúrbios do sono, além de contribuir para a manutenção da massa óssea, melhora do equilíbrio, redução do estresse e aumento da força muscular. A prática regular também auxilia no controle do peso, fator importante para reduzir a intensidade dos sintomas.

Foto: Freepik


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