Bahia registra queda nos casos de dengue em 2026, mas alerta para prevenção continua
- 12/05/2026
A Bahia apresentou uma redução de 41% nos casos prováveis de dengue em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado. Até a 18ª Semana Epidemiológica, encerrada em 11 de maio, foram registrados 10.162 casos e quatro óbitos relacionados à doença. No mesmo período do ano passado, o estado contabilizou 17.236 casos e cinco mortes.
Apesar da redução nos números gerais, o cenário ainda exige atenção. Atualmente, seis municípios baianos seguem em situação de epidemia: Alagoinhas, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Santa Maria da Vitória e Uauá. Outros nove municípios estão classificados em situação de risco, enquanto 49 permanecem em alerta.
Segundo a vigilância epidemiológica estadual, a classificação de epidemia acontece quando a transmissão da doença ultrapassa o esperado para determinada região.
Mesmo com a diminuição dos casos em relação a 2025, os órgãos de saúde reforçam que as medidas preventivas continuam sendo fundamentais no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
Entre as principais orientações está a eliminação de possíveis criadouros dentro de casa, como vasos de plantas, recipientes com água parada, garrafas e calhas. A recomendação é que a população reserve alguns minutos por semana para vistoriar ambientes domésticos e evitar o acúmulo de água.
A vacinação também segue como estratégia importante de prevenção. Atualmente, as doses estão disponíveis para adolescentes entre 10 e 14 anos e para profissionais da Atenção Primária à Saúde do SUS, incluindo médicos, enfermeiros, agentes comunitários, agentes de combate às endemias e equipes multiprofissionais.
O estado também mantém equipes de resposta rápida para atuar em municípios com aumento de casos. As ações incluem apoio técnico às prefeituras, fortalecimento da rede assistencial, organização de salas de situação e orientação às equipes de saúde locais.
Com a chegada de períodos mais favoráveis à proliferação do mosquito, especialistas alertam que a redução dos números não significa o fim do risco. O combate à dengue continua dependendo tanto das ações públicas quanto da participação da população.
Texto: Redação Coisas da Dina
Informações: Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação/Saúde GovBA



