Mulheres que transformam reciclagem em renda, acolhimento e impacto social ganham livro no Brasil
- 06/05/2026
A força feminina por trás da reciclagem no Brasil é o ponto central do livro Mulheres que Reciclam o Futuro, publicação que reúne histórias de catadoras de materiais recicláveis de diferentes regiões do país. A obra apresenta relatos de mulheres que encontraram na reciclagem não apenas uma fonte de renda, mas também um espaço de reconstrução pessoal, apoio coletivo e transformação social.
Entre as personagens retratadas está a baiana Elizabeth Santana, integrante da Recicla Jacobina, que representa a presença feminina em uma atividade essencial para o funcionamento da cadeia da reciclagem no Brasil. O lançamento oficial do livro acontece no dia 20 de maio, em Brasília, mês em que também é celebrado o Dia Mundial da Reciclagem.
A publicação mostra como milhares de mulheres sustentam famílias inteiras a partir do trabalho com resíduos recicláveis, muitas vezes enfrentando dificuldades econômicas, falta de reconhecimento e jornadas exaustivas. Ainda assim, seguem movimentando cooperativas, fortalecendo comunidades e contribuindo diretamente para questões ambientais e sociais.
No Brasil, mulheres representam grande parte da mão de obra ligada à reciclagem. Em muitos casos, a atividade surge como alternativa diante da falta de oportunidades no mercado formal de trabalho, especialmente para mães solo e mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Além da questão econômica, o livro também destaca o aspecto humano presente nas cooperativas e associações. Muitas dessas mulheres encontram nesses espaços acolhimento, escuta e apoio mútuo, criando redes de solidariedade que vão além do trabalho diário.
As histórias reunidas mostram trajetórias marcadas por resistência, superação e liderança feminina dentro de um setor que desempenha papel importante para a sustentabilidade e para a economia circular no país.
A publicação também chama atenção para a necessidade de ampliar o reconhecimento desses profissionais, que continuam sendo parte fundamental do processo de reciclagem no Brasil, embora muitas vezes permaneçam invisíveis para grande parte da sociedade.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Divulgação



