​Pesquisadora baiana desenvolve alternativa à manteiga de cacau que pode reduzir custo do chocolate

  • 04/05/2026

​Pesquisadora baiana desenvolve alternativa à manteiga de cacau que pode reduzir custo do chocolate

Uma pesquisa desenvolvida na Bahia pode impactar diretamente a indústria do chocolate e outros setores produtivos. O estudo identifica a gordura extraída da amêndoa de macaúba como uma alternativa viável à manteiga de cacau, matéria-prima tradicionalmente utilizada na fabricação do produto.

A proposta surge como resposta a um desafio antigo da indústria: o alto custo e a limitada disponibilidade da manteiga de cacau. Com ampla presença no território brasileiro, a macaúba se apresenta como uma opção mais acessível, com potencial de escala e aplicação industrial.

O desenvolvimento analisa as propriedades da gordura da macaúba, especialmente após o processo de hidrogenação total, que permite alcançar características semelhantes às exigidas na produção de chocolates, como textura, estabilidade e comportamento de cristalização.

Na prática, isso significa a possibilidade de produzir chocolate com uma base alternativa, mantendo qualidade sensorial e reduzindo custos, além de estimular o uso de insumos nacionais.

Outro ponto relevante é o impacto além da indústria alimentícia. A matéria-prima também pode ser aplicada na produção de cosméticos e biodiesel, ampliando seu valor estratégico dentro da cadeia produtiva.

A macaúba é uma palmeira nativa do Brasil, presente em biomas como Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. Resistente e adaptável, a planta demanda pouca água e apresenta alta longevidade, características que reforçam seu potencial sustentável.

A pesquisa também dialoga com um movimento importante da indústria de alimentos: a substituição de gorduras trans, cujo uso foi restringido por questões de saúde. A alternativa estudada se posiciona como uma possibilidade tecnológica dentro desse novo cenário.

O avanço reforça o papel da pesquisa brasileira no desenvolvimento de soluções que conectam inovação, sustentabilidade e viabilidade econômica, com impacto direto no mercado e no consumo.

Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Divulgação


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