Festa de Iemanjá mantém viva uma das tradições mais fortes da Bahia
- 02/02/2026
O dia 2 de fevereiro transforma Salvador em cenário de fé, cultura e devoção com a tradicional Festa de Iemanjá. Celebrada principalmente no bairro do Rio Vermelho, a data reúne milhares de pessoas que seguem até o mar levando flores, perfumes, cartas e objetos simbólicos para homenagear a Rainha das Águas, figura central das religiões de matriz africana e do imaginário popular baiano.
A celebração começou no início do século 20, quando pescadores da região passaram a fazer oferendas ao mar pedindo fartura e proteção. Com o tempo, o gesto simples ganhou força, atravessou gerações e se transformou em uma das maiores manifestações culturais e religiosas do calendário baiano, atraindo moradores, turistas e pesquisadores do Brasil e do exterior.
Desde a madrugada, fiéis se concentram em torno da Casa do Peso — local histórico da festa — para entregar presentes que depois seguem em embarcações mar adentro. Ao longo do dia, cortejos, cânticos, roupas brancas e azuis e o som dos atabaques criam uma atmosfera única, onde espiritualidade e identidade cultural caminham juntas.
Mais do que um ritual religioso, a Festa de Iemanjá se consolidou como expressão da diversidade baiana. Mistura crença, respeito às ancestralidades, arte popular e turismo, movimentando a cidade e reforçando a ligação histórica de Salvador com o mar.
A cada ano, a celebração se renova, mas preserva o essencial: a ideia de agradecimento, pedido de proteção e reverência às águas. Em pleno verão, o 2 de fevereiro segue como um dos dias mais simbólicos do calendário cultural da Bahia — quando fé e tradição encontram o oceano.
Foto: Secom SSA




