Artigo falado: 21 de abril: a história de Tiradentes e o que ainda permanece
- 21/04/2026
21 de abril não nasceu como feriado. Virou feriado porque alguém, lá atrás, pagou caro por acreditar em uma ideia.
Joaquim José da Silva Xavier, que ficou conhecido como Tiradentes, era alferes, uma espécie de oficial do exército na época do Brasil colônia. Também trabalhava como dentista — daí o apelido. Mas foi na política, ou melhor, na insatisfação com o sistema, que ele entrou para a história.
O Brasil ainda era controlado por Portugal. Impostos altos, pouca autonomia, riqueza indo embora. E um grupo começou a questionar isso. Era a Inconfidência Mineira.
Não era um movimento popular como muitos imaginam hoje. Era formado por gente instruída, com acesso, que já enxergava o peso daquela estrutura. Tiradentes era um dos mais engajados. Falava, defendia, acreditava na independência.
O movimento foi descoberto antes de acontecer. Veio a prisão, o julgamento, a condenação.
Entre todos os envolvidos, Tiradentes foi o único executado. Assumiu a responsabilidade, foi exposto como exemplo e morto em praça pública. O corpo foi esquartejado e espalhado como forma de intimidação.
Décadas depois, a história mudou de lugar. O homem que foi tratado como criminoso virou símbolo. Virou rosto de coragem, de enfrentamento, de alguém que sustentou uma ideia até o fim.
E é por isso que a data existe.
Não como homenagem vazia, mas como lembrança de que posicionamento tem consequência. E de que, em algum momento, alguém precisou dar o primeiro passo.
21 de abril continua no calendário. Mas a pergunta que fica é simples: o que nós fazemos com essa história hoje?
Texto: Dina Rachid
Redação Coisas da Dina
Foto: Gerada por inteligência artificial
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Locução: Dina Rachid



