Conscientização sobre a Doença de Parkinson reforça importância do diagnóstico precoce
- 12/04/2026
O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, lembrado neste sábado (11), segue mobilizando especialistas e instituições neste domingo (12), reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo da doença.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a maior parte dos pacientes diagnosticados no estado tem entre 60 e 79 anos, com predominância de sintomas motores que impactam diretamente a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida. Muitos já apresentam algum grau de dependência funcional, o que evidencia a necessidade de uma rede de cuidado estruturada.
A Doença de Parkinson é uma condição crônica, degenerativa e progressiva, caracterizada por tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e instabilidade postural. No Brasil, um estudo publicado em 2025 na revista científica The Lancet Regional Health – Americas, conduzido por pesquisadores da UFRGS e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), aponta que mais de 500 mil pessoas com 50 anos ou mais convivem atualmente com a doença.
“O fortalecimento da informação e do acolhimento é essencial, especialmente em estados como a Bahia, onde o envelhecimento populacional já impacta o perfil das doenças crônicas”, destaca o neurologista Woquiton Rodrigo, professor de Medicina do Centro Universitário UniFG Bahia.
Outro desafio apontado pela Sesab é a ausência de dados epidemiológicos consolidados no estado, o que dificulta o planejamento de políticas públicas específicas. Ainda assim, unidades de referência vêm ampliando o atendimento especializado, com abordagens multidisciplinares.
Nos últimos anos, avanços importantes têm contribuído para o diagnóstico e o tratamento da doença. Hoje, além da avaliação clínica detalhada, exames de imagem, neuroimagem funcional e biomarcadores vêm sendo utilizados como suporte, permitindo identificar sinais mais precoces.
No tratamento, o uso de medicamentos como a levodopa segue como base, aliado a terapias complementares e tecnologias como a estimulação cerebral profunda, que ajudam no controle dos sintomas e na preservação da qualidade de vida.
A conscientização também cumpre papel estratégico ao combater o estigma e ampliar o acesso à informação, favorecendo o diagnóstico mais rápido e o cuidado adequado.
Foto: Freepik (Divulgação UniFG-BA)
Fonte: Assessoria de Comunicação



