Câncer de intestino avança no Brasil e campanha reforça importância do diagnóstico precoce

  • 26/03/2026

Câncer de intestino avança no Brasil e campanha reforça importância do diagnóstico precoce

O aumento dos casos de câncer no Brasil acendeu um alerta que vai além das estatísticas e coloca a prevenção no centro da discussão, especialmente quando se trata do câncer colorretal, um dos tipos mais frequentes no país e foco da campanha Março Azul-Marinho, que busca ampliar o acesso à informação e incentivar o diagnóstico precoce.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, sendo aproximadamente 53,8 mil apenas de câncer de intestino, número que reforça o avanço da doença e a necessidade de atenção da população, já que o tumor já figura entre os três mais comuns no país e se aproxima das doenças cardiovasculares como uma das principais causas de morte.
O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso, que inclui o cólon e o reto, e na maioria das vezes começa de forma silenciosa, a partir de pequenos pólipos que, ao longo dos anos, podem evoluir para tumores malignos, o que torna o rastreamento fundamental mesmo na ausência de sintomas, como explica o oncologista Jorge Abissamra, da Hapvida, ao destacar que a identificação precoce dessas lesões pode interromper a progressão da doença antes que ela se torne mais grave.
Além do fator biológico, o estilo de vida tem peso direto nesse cenário, com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, o sedentarismo, a obesidade e o envelhecimento da população contribuindo para o crescimento dos diagnósticos, um reflexo claro de mudanças no comportamento ao longo das últimas décadas.
O problema é que, nos estágios iniciais, a doença pode não apresentar sinais, o que faz com que muitos casos sejam descobertos tardiamente, mas quando surgem, sintomas como sangue nas fezes, alteração persistente no funcionamento intestinal, dores abdominais frequentes, anemia, perda de peso sem explicação e cansaço constante não devem ser ignorados, especialmente se persistirem por mais de duas ou três semanas.
A recomendação médica é que pessoas a partir dos 45 anos iniciem os exames de rastreamento mesmo sem sintomas, enquanto quem possui histórico familiar deve antecipar essa investigação, utilizando métodos como testes de sangue oculto nas fezes, exames de imagem e, principalmente, a colonoscopia, considerada o exame mais completo por permitir não apenas o diagnóstico, mas também a retirada de pólipos durante o procedimento.
A boa notícia é que, quando identificado no início, o câncer de intestino pode ter mais de 90% de chance de cura, o que reforça o papel de campanhas como o Março Azul-Marinho, que não se limita à conscientização, mas funciona como um chamado direto para que as pessoas assumam o controle da própria saúde, adotando hábitos mais equilibrados, com alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física e redução do consumo de álcool e tabaco.
No fim, o recado é simples, mas ainda pouco praticado: prevenir continua sendo o caminho mais eficaz, e ignorar os sinais ou adiar exames pode custar caro em um cenário em que a informação já está disponível, mas a decisão ainda depende de cada um.
Texto: Redação Coisas da Dina
Imagem gerada por inteligência artificial (ChatGPT)

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