Apneia do sono: ronco e cansaço podem indicar um problema mais sério

  • 13/03/2026

Apneia do sono: ronco e cansaço podem indicar um problema mais sério

Dormir deveria ser um momento de descanso e recuperação do corpo. No entanto, para milhões de pessoas, a noite acaba sendo marcada por interrupções respiratórias, sono fragmentado e cansaço persistente ao longo do dia. No Dia Mundial do Sono, celebrado em 13 de março, especialistas chamam atenção para um problema silencioso que atinge grande parte da população: a apneia do sono.

Estudos internacionais indicam que entre 40% e 45% da população mundial sofre com algum tipo de distúrbio do sono. Entre eles, a apneia se destaca tanto pela frequência quanto pelos riscos associados à saúde quando não é diagnosticada e tratada corretamente.

Um levantamento recente baseado em exames de polissonografia domiciliar revelou números que preocupam. Entre os pacientes avaliados, 66,8% dos homens e 48,6% das mulheres apresentaram algum grau de apneia, variando entre quadros leves, moderados e graves.

A apneia do sono ocorre quando a respiração é interrompida repetidamente durante a noite. Essas pausas podem durar alguns segundos e se repetir dezenas de vezes enquanto a pessoa dorme. Como consequência, o organismo desperta parcialmente para retomar a respiração, fragmentando o sono e impedindo que o corpo alcance as fases mais profundas do descanso.

Os sinais costumam aparecer logo pela manhã. Muitas pessoas acordam com sensação de cansaço, dor de cabeça, dificuldade de concentração e falta de energia, mesmo após várias horas na cama.

Além do impacto na qualidade de vida, a apneia do sono também está associada a problemas de saúde mais graves. Entre os riscos estão hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, alterações metabólicas e prejuízos cognitivos, além de aumento da sonolência durante o dia.

Essa sonolência excessiva pode afetar o desempenho no trabalho e está relacionada ao aumento do risco de acidentes de trânsito e de trabalho.

A busca por diagnóstico costuma aumentar após os 40 anos, embora os primeiros sinais possam surgir antes. Muitas pessoas convivem com o problema por anos sem perceber que o sono não está cumprindo sua função essencial de recuperação do organismo.

Alguns sintomas merecem atenção especial, como ronco alto e frequente, pausas na respiração percebidas por outra pessoa, sensação de sufocamento durante a noite, dor de cabeça ao acordar, irritabilidade, dificuldade de memória e sonolência ao longo do dia.

O diagnóstico é feito por meio da polissonografia, exame que monitora diferentes funções do organismo durante o sono, como respiração, batimentos cardíacos e níveis de oxigênio no sangue. O exame pode ser realizado em clínicas especializadas ou em casa, com equipamentos específicos.

O tratamento varia de acordo com a gravidade do quadro. Em alguns casos, mudanças no estilo de vida já ajudam a melhorar o sono, como controle do peso, prática de atividade física e redução do consumo de álcool. Em situações moderadas ou graves, podem ser indicados dispositivos intraorais ou aparelhos que mantêm as vias respiratórias abertas durante a noite.

Mais do que um simples desconforto noturno, a apneia do sono é um alerta do corpo. Prestar atenção à qualidade do sono é fundamental para preservar a saúde física, mental e emocional ao longo da vida.

Foto: ilustrativa 


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