​População acima dos 60 anos cresce rapidamente e impõe novos desafios à saúde das articulações

  • 28/01/2026

​População acima dos 60 anos cresce rapidamente e impõe novos desafios à saúde das articulações

O Brasil passa por uma transformação demográfica acelerada. Dados recentes do IBGE indicam que mais de 15% da população já tem 60 anos ou mais, o que representa mais de 32 milhões de pessoas. Em pouco mais de duas décadas, esse grupo praticamente dobrou de tamanho e deve continuar crescendo nos próximos anos, ampliando o debate sobre envelhecimento saudável, autonomia e qualidade de vida.

Com esse novo cenário, cresce também a atenção voltada à saúde dos músculos, ossos e articulações. A mobilidade é um dos pilares da independência na maturidade e influencia diretamente a participação social e o bem-estar. Problemas articulares, muitas vezes silenciosos no início, podem evoluir e comprometer tarefas simples do dia a dia.

Especialistas alertam que envelhecer não significa, necessariamente, perder movimento. O cuidado preventivo com as articulações, a prática regular de atividade física e o acompanhamento médico são fatores decisivos para preservar a autonomia ao longo do tempo. A atenção aos sinais do corpo e a adoção de hábitos saudáveis ajudam a reduzir impactos negativos do avanço da idade.

Entre as condições mais comuns nessa fase da vida está a artrose, doença degenerativa provocada pelo desgaste da cartilagem. Ela costuma afetar joelhos, quadris e mãos, provocando dor, rigidez e limitação funcional. Estratégias simples podem contribuir para retardar sua progressão, como fortalecimento muscular, controle do peso corporal, redução de esforços repetitivos e manutenção de um estilo de vida ativo.

O acompanhamento médico periódico também é considerado essencial. Muitas pessoas acabam encarando dores articulares como algo normal do envelhecimento e deixam de buscar ajuda, o que pode atrasar diagnósticos e restringir alternativas terapêuticas. A identificação precoce de alterações permite intervenções menos invasivas e mais eficazes, preservando a qualidade de vida por mais tempo.

A ortopedia tem avançado nos últimos anos com novas tecnologias, técnicas cirúrgicas e ferramentas de planejamento que ampliam a precisão dos procedimentos e favorecem a recuperação funcional. Sistemas robóticos já são utilizados em cirurgias de substituição de articulações, especialmente em casos mais avançados de artrose, auxiliando médicos a obterem melhor alinhamento e resultados mais previsíveis.

Apesar dos avanços, especialistas reforçam que a cirurgia deve ser vista como último recurso. O foco principal continua sendo a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado contínuo com o corpo. Manter uma rotina de exercícios orientados, alimentação equilibrada, controle do peso e consultas regulares são medidas que ajudam a preservar a saúde articular ao longo da vida e garantem que o movimento continue sendo sinônimo de independência no futuro.


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