Pressão alta e calor exigem atenção redobrada para evitar AVC durante o verão
- 27/01/2026
As altas temperaturas típicas do verão trazem mais do que dias de praia e lazer. Para quem convive com hipertensão arterial, o calor pode representar um risco extra para a saúde do cérebro. A combinação entre desidratação, dilatação dos vasos sanguíneos e oscilações da pressão cria um cenário que aumenta a chance de um acidente vascular cerebral, o AVC.
Considerado uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo, o AVC segue como um alerta permanente também no Brasil. Dados recentes apontam dezenas de milhares de óbitos relacionados à doença em um único ano, o que reforça a importância da prevenção e do controle rigoroso da pressão arterial, especialmente nos meses mais quentes.
Especialistas em cardiologia destacam que a hipertensão provoca danos progressivos nos vasos sanguíneos e pode levar tanto à obstrução quanto à ruptura das artérias que irrigam o cérebro. Em períodos de calor intenso, esse risco tende a aumentar, principalmente quando há descuido com a hidratação ou interrupção do uso de medicamentos.
Entre os grupos que merecem atenção especial estão idosos, pessoas com diabetes, histórico de infarto ou AVC e quem já convive com pressão elevada. Pequenas atitudes no dia a dia fazem diferença: beber água ao longo do dia, evitar consumo excessivo de álcool, usar roupas leves, reduzir a exposição ao sol nos horários mais quentes e buscar ambientes ventilados ajudam a proteger o organismo.
Outros fatores também pesam na balança, como colesterol alto, tabagismo, obesidade, sedentarismo e alterações no ritmo do coração. Por isso, o verão se torna um momento estratégico para reforçar hábitos saudáveis e manter o acompanhamento médico em dia.
Reconhecido nacionalmente na produção científica sobre o tema, o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia atua há décadas no estudo e na prevenção da pressão alta, promovendo educação continuada e estratégias para reduzir os impactos das doenças cardiovasculares no país.
A mensagem é clara: controlar a pressão arterial, cuidar do corpo e estar atento aos sinais de alerta continuam sendo as formas mais eficazes de diminuir o risco de AVC e preservar a qualidade de vida, faça sol ou faça calor.
Foto:divulgação




