Salvador é escolhida para lançamento nacional de programa de crédito voltado ao turismo
- 03/03/2026
Salvador foi o palco escolhido pelo Ministério do Turismo para o lançamento nacional do programa Brasil Mais Crédito para o Turismo, iniciativa que amplia o acesso a financiamento para micro e pequenas empresas do setor. A escolha da capital baiana não foi aleatória. Ela sinaliza o peso que a Bahia vem ocupando no mapa do turismo brasileiro.
O programa apresenta o Fundo Geral do Turismo, o Fungetur, que disponibiliza linhas de crédito com condições diferenciadas para empresários do setor. Na Bahia, o volume anunciado chega a R$ 215 milhões, em parceria com o Governo do Estado por meio da Secretaria de Turismo.
Na prática, o fundo funciona como um instrumento de fôlego para negócios que precisam investir, modernizar ou reorganizar fluxo de caixa. As condições incluem juros reduzidos, prazos estendidos e carência que pode chegar a cinco anos. Para capital de giro, o prazo é de até 60 meses. Já para obras, construção, ampliação ou reforma, o financiamento pode ser quitado em até 240 meses.
O turismo é uma cadeia extensa. Envolve transportadores, pousadas, hotéis, agências, guias, restaurantes, bares, organizadores de experiências e eventos. É uma engrenagem que gira economia local, emprego e renda. Para acessar os recursos, os empreendedores precisam estar cadastrados no Cadastur, registro oficial do Ministério do Turismo.
O lançamento ocorre em um momento de números positivos para o setor. Janeiro de 2026 registrou recorde histórico de movimentação econômica no turismo brasileiro, com forte entrada de recursos internacionais. O cenário reforça a estratégia de ampliar investimento e qualificar a oferta.
A escolha da Bahia como sede do anúncio também carrega simbolismo político e econômico. O estado tem se posicionado como liderança regional no turismo, diversificando sua oferta que vai do litoral à Chapada Diamantina, do turismo religioso ao cultural, passando por experiências gastronômicas e ecológicas. Investimentos em infraestrutura, malha rodoviária, conectividade aérea e segurança pública ajudam a consolidar esse protagonismo.
Para o setor empresarial, a linha de crédito representa mais do que financiamento. É instrumento de profissionalização e expansão. Em um mercado cada vez mais competitivo, capital estruturado significa capacidade de inovar, melhorar atendimento e disputar novos públicos.
No fim das contas, crédito é estratégia. E turismo, quando bem estruturado, não é apenas lazer. É desenvolvimento econômico em escala.



