Cruzeiros crescem na América do Sul e Rio de Janeiro vira novo polo da navegação turística
- 21/02/2026
O turismo de cruzeiros marítimos segue em expansão na América do Sul e ganha novo protagonismo no Brasil. Empresas internacionais do setor estão ampliando suas operações com partidas regulares a partir do Rio de Janeiro, conectando o país a destinos como Argentina e Uruguai e confirmando uma tendência de crescimento que fortalece rotas regionais e movimenta toda a cadeia do turismo.
A escolha do Rio de Janeiro como porto base reflete um movimento estratégico das companhias para aproveitar a infraestrutura portuária, a proximidade com grandes mercados emissores e o apelo turístico da costa brasileira. A operação traz impactos econômicos diretos para a cidade e para estados vizinhos, com movimentação em hotéis, restaurantes, bares, transporte, comércio e serviços durante os dias de embarque e desembarque de passageiros.
Os itinerários projetados combinam experiências de mar, cultura e gastronomia, atravessando cidades como Buenos Aires e Montevidéu, destinos tradicionais na preferência dos viajantes sul-americanos. Para os turistas brasileiros, a opção de embarcar em um cruzeiro sem precisar voar para outro continente torna a experiência mais acessível e atraente, ao mesmo tempo em que estimula a permanência e o consumo na região.
Especialistas em turismo apontam que essa expansão é resultado de uma combinação de fatores: a recuperação robusta do setor após a pandemia, a consolidação de mercados emergentes na América Latina e a busca por novas experiências por parte de viajantes que valorizam conforto, diversidade de atrações e conveniência. Cruzeiros incluem pacotes completos com atividades a bordo, shows, gastronomia temática e paradas em diferentes portos, criando um leque de possibilidades para todas as idades e perfis de público.
O impacto econômico vai além do embarque e desembarque. A presença de cruzeiros estimula investimentos em infraestrutura portuária, treinamento de mão de obra especializada, promoção internacional de destinos e articulação entre governos e setor privado para melhorar a experiência turística. Cidades que recebem navios regularmente passam a competir por roteiros mais longos, ampliando seus calendários e programas culturais.
O cenário atual sugere que o Brasil e a América do Sul estão assumindo papel mais ativo no mapa global de cruzeiros, não apenas como destinos de passagem, mas como pontos de partida e referência. A expansão de rotas e a diversificação de escalas refletem a maturidade do mercado regional e a confiança de operadoras em investir em experiências marítimas integradas ao contexto cultural sul-americano.
Para o público, a expectativa é de mais opções de datas, navios e pacotes nos próximos anos, com roteiros que aproximam culturas, conectam cidades costeiras e transformam o turismo de cruzeiros em um segmento que movimenta tanto a economia quanto as narrativas de viagem na região.



