Natal, férias e contas de janeiro: como organizar o dinheiro antes das compras de fim de ano
- 04/11/2026
Com juros elevados e despesas concentradas entre dezembro e fevereiro, planejamento pode evitar que as festas se transformem em dívidas.
Novembro chegou trazendo promoções, anúncios de Black Friday e a expectativa das compras de Natal. Para muitas famílias, também é o momento de planejar férias, viagens e confraternizações.
Mas existe uma conta que nem sempre entra nesse planejamento: a de janeiro.
IPTU, IPVA, matrícula e material escolar, além das despesas habituais da casa, podem chegar quando o dinheiro das festas já foi gasto. Por isso, especialistas em educação financeira recomendam olhar para os próximos meses antes de decidir quanto gastar agora.
O perigo de olhar apenas para o valor da parcela
Uma compra de R$ 1.200 dividida em dez prestações de R$ 120 pode parecer mais acessível do que o pagamento à vista. O problema surge quando várias compras parceladas se acumulam no cartão. Mesmo sem juros, essas prestações comprometem parte da renda dos meses seguintes.
Se houver cobrança de juros, o custo pode aumentar significativamente.
Com a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, o cenário exige atenção especial ao crédito. A Selic influencia as condições de financiamento, embora as taxas efetivamente cobradas dos consumidores variem conforme o banco, o produto e o perfil do cliente.
O 13º salário não precisa desaparecer em dezembro
Para quem recebe o décimo terceiro, uma alternativa é dividir o dinheiro antes de começar a gastar. Uma parte pode ser destinada às contas atrasadas, outra às despesas de janeiro e uma terceira às compras e comemorações.
Não existe uma divisão ideal para todas as famílias. O mais importante é conhecer os compromissos financeiros e não tratar uma renda extraordinária como se fosse permanente.
Black Friday: desconto não é economia quando a compra é desnecessária
Promoções podem representar boas oportunidades, mas exigem comparação. Antes de comprar, vale pesquisar o histórico de preços, verificar o valor final com frete e conferir as condições de troca e devolução.
Também é importante desconfiar de ofertas com preços muito abaixo dos praticados pelo mercado e de links recebidos por mensagens de origem desconhecida.
Férias também precisam entrar na conta
Quem pretende viajar deve calcular não apenas transporte e hospedagem, mas alimentação, deslocamentos, passeios e uma reserva para imprevistos. As despesas de retorno também precisam ser consideradas.
O planejamento não significa abrir mão das comemorações. O ideal é decidir antecipadamente quanto é possível gastar sem comprometer necessidades essenciais e se vai qpesar no orçamento dos próximos meses.
Texto: Redação Coisas da Dina
Fonte: Banco Central do Brasil.
Foto: Ilustrativa.


