Festival Afrofuturismo reúne tecnologia, cultura e ancestralidade no Centro Histórico de Salvador
- 02/11/2026
A Oitava edição acontece nos dias 20 e 21 de novembro, com debates, apresentações musicais, oficinas e atividades externas ao empreendedorismo.
O Centro Histórico de Salvador receberá, nos dias 20 e 21 de novembro, a oitava edição do Festival Afrofuturismo. Com programação gratuita, o encontro reunirá artistas, pesquisadores, empreendedores e profissionais de diferentes áreas para discutir a relação entre tecnologia, cultura, inovação e conhecimentos ancestrais.
Neste ano, o festival terá como tema “Os Algo-Ritmos das Florestas”, proposta que aproxima os saberes dos povos africanos e indígenas das discussões contemporâneas sobre desenvolvimento, sustentabilidade e futuro.
As atividades acontecerão na Casa Vale do Dendê, no Largo Tereza Batista e na Praça Quincas Berro D'Água, com painéis, palestras, workshops, apresentações musicais, lançamento de livro, exposição de startups e rodadas de negócios.
Mais de 35 convidados estão anunciados para a programação.
Cultura e tecnologia em diálogo
Entre os participantes estão a futurista Grazi Mendes, a cantora indígena Kaê Guajajara, o representante indígena Ubiraci Pataxó e Kumi Rauf, criador do movimento cultural I Love Being Black, nos Estados Unidos.
O encontro contará ainda com a participação de profissionais ligados à tecnologia e à economia criativa, como Melina López, do Google Cloud, e empreendedores que atuam em projetos de inovação e desenvolvimento de negócios.
Os debates abordarão temas como bioeconomia, economia digital, sustentabilidade, financiamento de novos empreendimentos e o papel dos conhecimentos tradicionais na construção de soluções para o presente.
Uma das propostas do festival é discutir como a inovação pode surgir também das periferias, dos territórios indígenas, das comunidades quilombolas e de iniciativas ligadas à cultura popular.
Música e empreendedorismo
A programação cultural inclui a participação das Suraras do Tapajós, grupo de carimbó formado por mulheres indígenas de Alter do Chão, no Pará.
Os artistas levam ao festival apresentações e atividades relacionadas à música e à valorização da cultura dos povos do Baixo Tapajós.
O evento também terá uma rodada de negócios para abordar empreendedores, empresas e possíveis parceiros comerciais.
Outra atividade prevista é a Exposição de Startups, organizada com curadoria do Vale do Dendê em parceria com o Sebrae, reunindo iniciativas ligadas à inovação e ao impacto social.
Para Paulo Rogério Nunes, idealizador do festival e cofundador do Vale do Dendê, a tecnologia precisa ser pensada em diálogo com os conhecimentos acumulados pelas comunidades ao longo de gerações.
"Precisamos aprender a programar o futuro com a inteligência da floresta. A tecnologia que queremos construir não deve nos salvar da vida, mas nos reconectar a ela", afirma.
A edição de 2026 também marca os dez anos da Vale do Dendê, organização baiana que atua no desenvolvimento de negócios e na valorização do empreendedorismo negro.
Serviço:
Festival Afrofuturismo 2026 — Os Algo-Ritmos das Florestas
Data: 20 e 21 de novembro
Horário: a partir das 10h
Local: Centro Histórico de Salvador — Casa Vale do Dendê, Largo Tereza Batista e Praça Quincas Berro D'Água
Entrada: gratuita
Informações: https://afrofuturismo.com.br
Texto: Redação Coisas da Dina
Fonte: Assessoria de imprensa do Festival Afrofuturismo / Vale do Dendê.
Foto: Divulgação.


