​Psoríase vai além da pele: tratamentos modernos ampliam possibilidades de controle da doença

  • 31/10/2026

​Psoríase vai além da pele: tratamentos modernos ampliam possibilidades de controle da doença

A Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca avanços no tratamento da condição, que não é contagiosa e pode comprometer também os músculos.

Manchas avermelhadas, descamação, aparências e alterações nas unhas podem ser sinais de psoríase, uma doença inflamatória crônica que afeta a pele e, em alguns casos, também como articulações.

Apesar de ser relativamente comum, a condição ainda é cercada por dúvidas e preconceitos. Uma das principais informações que precisam ser esclarecidas é que a psoríase não é contagiosa. Não existe risco de transmissão por toque, abraço ou compartilhamento de objetos.

Na semana em que foi realizado o Dia Mundial da Psoríase, em 29 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) destacou os avanços registrados nas últimas duas décadas, especialmente no tratamento das formas mais graves da doença.

Segundo a entidade, as opções terapêuticas disponíveis atualmente permitem controlar a inflamação e melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes.

Os sintomas podem variar. Algumas pessoas apresentam pequenas lesões na pele, enquanto outras desenvolvem placas extensas, ressecamento, rachaduras, ardência e dor.

As unhas também podem ser afetadas, apresentando espessamento, alterações na coloração e descolamento.

Quando ocorre inflamação nas articulações, a doença recebe o nome de artrite psoriásica. Nesses casos, podem surgir dor, inchaço e desconforto, com risco de comprometimento dos movimentos quando não há tratamento adequado.

Tratamentos evoluíram nos últimos anos

De acordo com o dermatologista Ricardo Romiti, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o tratamento da psoríase passou por mudanças importantes nos últimos 20 anos.

Além das terapias convencionais, pacientes com quadros moderados ou graves podem receber medicamentos imunobiológicos, que atuam sobre mecanismos específicos do processo inflamatório.

Esses medicamentos são administrados por injeções ou infusões e, em pacientes selecionados, são direcionados para controlar tanto as manifestações na pele quanto a inflamação das articulações.

Outra alternativa são medicamentos de uso oral, conhecidos como pequenas moléculas, indicadas conforme características e necessidades de cada paciente.

A escolha do tratamento depende de fatores como extensão das lesões, áreas afetadas, presença de outras doenças, riscos associados e resposta às terapias anteriores.

O tratamento também está disponível no SUS

O Sistema Único de Saúde oferece tratamentos convencionais e determinados medicamentos imunobiológicos para pacientes que atendem aos critérios clínicos estabelecidos nos protocolos de atendimento.

O acesso às diferentes terapias depende da avaliação médica e das regras de dispensação dos medicamentos.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia ressalta que o acompanhamento especializado é importante para definir a abordagem mais adequada e identificar possíveis complicações.

Impactos emocionais também desativam a atenção

Além das manifestações físicas, a psoríase pode afetar a autoestima, os relacionamentos e a vida social.

Por serem visíveis, as lesões frequentemente provocam constrangimento e podem levar ao isolamento, especialmente entre adolescentes e jovens.

Em 2026, a campanha internacional de conscientização desenvolveu o tema “Veja Além da Minha Pele”, com atenção especial às experiências de jovens que convivem com a doença.

A mensagem reforça a importância de combater o preconceito e compreender que a psoríase é uma condição de saúde que exige acompanhamento, e não motivo para afastamento social.

Quando procurar

Pessoas que apresentam manchas persistentes, descamação frequente, alterações nas unhas ou dores articulares associadas a lesões de pele devem ser avaliadas por médico.

A psoríase não tem cura definitiva, mas pode ser controlada. O diagnóstico e o acompanhamento adequados ajudarão a reduzir os sintomas, prevenir complicações e preservar a qualidade de vida.

Texto: Redação Coisas da Dina

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Ministério da Saúde.

Foto: Divulgação/Imagem ilustrativa.


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