Perda de força, cansaço e quedas: quando os sinais de envelhecimento precisam de atenção médica
- 30/10/2026
Especialista alerta que alterações persistentes podem indicar problemas de saúde tratáveis e comprometer a autonomia das pessoas idosas.
Envelhecer provoca mudanças naturais no organismo, mas nem toda dificuldade que aparece com o passar dos anos deve ser considerada consequência derivada da idade. Quedas frequentes, perda de força, cansaço persistente e alterações de memória podem indicar condições de saúde que precisam ser investigadas.
O alerta é da médica geriatra Marta Driemeier, do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e à rede HU Brasil.
Segundo o especialista, um dos principais desafios da geriatria é distinguir as transformações esperadas do envelhecimento dos sintomas que podem estar relacionados a doenças.
Alterações recentes, persistentes ou que começarem a melhorar as atividades diárias merecem avaliação médica.
Quedas não são uma consequência derivada da idade
Uma queda pode ser o primeiro sinal de que alguma condição de saúde está comprometendo a segurança da pessoa idosa.
Entre as possíveis causas estão alterações neurológicas, problemas de visão, efeitos de medicamentos, infecções, desnutrição e perda de força muscular.
Na geriatria, a queda é considerada um sinal de alerta porque pode indicar diferentes problemas, muitas vezes associados.
Pessoas que já sofreram quedas também apresentam maior risco de novos episódios. Por isso, identificar as causas é importante para prevenir fraturas e preservar a mobilidade.
Perda muscular pode comprometer atividades simples
A redução da massa e da força muscular é uma das alterações que podem ocorrer durante o envelhecimento.
Quando essa perda se torna significativa e compromete a capacidade física, pode estar associada à sarcopenia, condição que dificulta tarefas como levantar de uma cadeira, subir escadas, caminhar e carregar objetos.
O sedentarismo, a alimentação consumida e determinadas doenças podem contribuir para o problema.
A avaliação médica permite investigar as causas e definir medidas para preservar a funcionalidade, que podem incluir exercícios de fortalecimento e acompanhamento nutricional.
Cansaço persistente também merece investigação
Sentir-se cansado não significa necessariamente a presença de uma doença. Entretanto, quando a falta de disposição se torna frequente ou interfere nas atividades habituais, é importante procurar orientação profissional.
Anemia, alterações da tireoide, doenças cardíacas, problemas respiratórios e distúrbios do sono estão entre as possíveis causas.
A perda de força também pode estar relacionada às condições de desativação do acompanhamento específico.
E quando o esquecimento preocupa?
Pequenos esquecimentos ocasionais podem ocorrer ao longo da vida. A preocupação aumenta quando as falhas de memória se tornam frequentes, pioram progressivamente ou dificultam tarefas antes de serem realizadas normalmente.
Alterações cognitivas podem estar associadas a diferentes condições, incluindo depressão, problemas hormonais, efeitos de medicamentos e doenças neurológicas.
Por isso, a investigação deve considerar o histórico clínico e as mudanças observadas no cotidiano, sem concluir automaticamente que todo esquecimento representa demência.
Atividade física ajuda a preservar a independência
O Ministério da Saúde recomenda que os idosos mantenham uma rotina de atividades físicas adaptada às suas condições de saúde.
Caminhadas, dança, natação e exercícios de fortalecimento muscular podem contribuir para a manutenção do equilíbrio, da mobilidade e da autonomia.
Para quem está começando, a orientação é iniciar gradualmente e aumentar o tempo e a intensidade de acordo com a capacidade individual. A recomendação geral é buscar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física, respeitando as condições de cada pessoa.
A alimentação adequada, o acompanhamento de doenças crônicas e a manutenção dos vínculos sociais também fazem parte dos cuidados necessários para um envelhecimento saudável.
O objetivo não é apenas viver mais, mas preservar a capacidade de tomar decisões, realizar atividades e participar da vida familiar e social pelo maior tempo possível.
Texto: Redação Coisas da Dina
Fonte: HU Brasil, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian/UFMS e Ministério da Saúde.
Foto: Imagem ilustrativa.


