Fevereiro Laranja alerta para a leucemia e reforça a importância do diagnóstico precoce
- 20/02/2026
O mês de fevereiro ganha a cor laranja para chamar a atenção da população para a leucemia, um tipo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea e que, muitas vezes, evolui de forma silenciosa. Na Bahia, a doença provoca, em média, cerca de 927 mortes por ano, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado, um número que evidencia a urgência da informação, do diagnóstico precoce e do acesso rápido ao tratamento.
No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer aponta aproximadamente 11 mil novos casos de leucemia por ano, mantendo a doença entre as neoplasias hematológicas mais frequentes. Ela pode atingir pessoas de todas as idades, com maior incidência entre crianças e idosos, e apresenta diferentes tipos, com comportamentos e respostas ao tratamento variados.
Atenção aos sinais iniciais
Para a hematologista Liliana Borges(foto), coordenadora do serviço de hematologia do Hospital Mater Dei Salvador, reconhecer os primeiros sinais pode ser decisivo. Sintomas como cansaço persistente, palidez, infecções frequentes, febre sem causa aparente, sangramentos ou manchas roxas pelo corpo não devem ser ignorados. Em muitos casos, um simples hemograma já é capaz de levantar suspeitas importantes.
Segundo a especialista, a demora em procurar atendimento ainda é um dos principais entraves. Muitos pacientes chegam aos serviços especializados com a doença em estágio avançado, o que dificulta o tratamento. Nesse contexto, o Fevereiro Laranja cumpre um papel essencial ao ampliar o acesso à informação e estimular a realização de exames de rotina.
Diagnóstico e tratamento
Não há uma forma específica de prevenção para a leucemia, mas hábitos saudáveis contribuem para reduzir riscos e fortalecer o organismo. O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais e, quando necessário, pela análise da medula óssea, que permite identificar o tipo da doença e orientar a conduta médica.
O tratamento varia conforme o perfil do paciente e o tipo de leucemia, podendo incluir quimioterapia, terapias-alvo, imunoterapia e, em alguns casos, o transplante de medula óssea, que pode representar a principal chance de cura, especialmente em quadros mais agressivos ou resistentes às terapias convencionais.
A importância da doação de medula
Ampliar o número de doadores é tão fundamental quanto diagnosticar cedo. Cada novo cadastro aumenta as chances de compatibilidade para quem aguarda um transplante. No Brasil, o registro é feito pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), e o processo é simples e seguro.
Mesmo com os avanços da medicina, a Organização Mundial da Saúde alerta que as leucemias ainda figuram entre as principais causas de morte por câncer hematológico no mundo. Diante desse cenário, o Fevereiro Laranja reforça um chamado coletivo: transformar informação em atitude, fortalecendo o cuidado, a empatia e a solidariedade com quem enfrenta a doença.
Foto: divulgação



