Nova combinação de medicamentos aumenta sobrevida em estudo sobre câncer de pulmão
- 26/10/2026
Pesquisa internacional com 563 pacientes mostrou redução de 58% no risco relativo de morte durante o acompanhamento em comparação com o tratamento utilizado no grupo de controle.
Uma nova estratégia de tratamento para uma das formas mais agressivas de câncer de pulmão apresentou resultados promissores durante o Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO 2026), realizado em Madri, na Espanha.
O estudo internacional DeLLphi-305 avaliou a combinação dos medicamentos tarlatamabe e durvalumabe em pacientes com câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso.
Esse tipo de câncer costuma apresentar crescimento rápido e pode se espalhar precocemente para outras regiões do organismo, tornando o tratamento especialmente desafiador.
A pesquisa envolveu 563 pacientes que já haviam recebido uma primeira etapa de tratamento com quimioterapia e imunoterapia, sem apresentar progressão da doença.
Os participantes foram divididos em dois grupos. Um recebeu a combinação de tarlatamabe e durvalumabe como tratamento de manutenção, enquanto o outro continuou utilizando apenas durvalumabe.
Os resultados mostraram uma diferença significativa na sobrevida dos pacientes.
No grupo tratado com a combinação, a mediana de sobrevida global foi de 21,1 meses. Entre os pacientes que receberam apenas durvalumabe, o resultado foi de 12,7 meses.
Esses períodos foram calculados a partir do início do tratamento de manutenção, e não do diagnóstico inicial da doença.
A análise estatística apontou uma redução de 58% no risco relativo de morte durante o acompanhamento. Esse resultado não significa que 58% dos pacientes tenham sido curados.
O estudo também demonstrou melhora no tempo de controle da doença.
A mediana de sobrevida sem progressão do câncer passou de 1,9 mês, no grupo que recebeu apenas durvalumabe, para 7,4 meses entre os pacientes tratados com a nova combinação.
Apesar dos resultados positivos, o tratamento exige acompanhamento médico especializado, pois pode provocar efeitos adversos importantes, incluindo reações relacionadas à ativação do sistema imunológico.
Os resultados foram apresentados em 24 de outubro e publicados simultaneamente na revista científica New England Journal of Medicine.
A pesquisa representa um avanço no estudo de novas possibilidades terapêuticas para pacientes com câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso.
Entretanto, os resultados não significam que a combinação esteja automaticamente aprovada ou disponível para essa indicação em todos os países.
A escolha do tratamento deve considerar as condições clínicas de cada paciente e a avaliação da equipe médica responsável.
Texto: Redação Coisas da Dina
Fontes: ESMO 2026 e New England Journal of Medicine
Foto: Ilustrativa


