Domínio Corporal transforma histórias do surfe capixaba em memória audiovisual e expressão cultural
- 22/10/2026
Projetos “Onda Capixaba pelo Mundo” e “Diamantes Capixabas” valorizam personagens, paisagens e experiências ligadas ao oceano, ampliando a circulação da cultura marítima do Espírito Santo no Brasil e no exterior.
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As histórias de uma comunidade também são preservadas por meio das imagens que ela produz e compartilha. No litoral do Espírito Santo, o surfe reúne experiências que ultrapassam a prática esportiva e se relacionam com a memória dos territórios, a identidade de seus moradores e as formas de convivência com o oceano. É nesse contexto que a Domínio Corporal Ltda. desenvolve projetos que utilizam a produção audiovisual como instrumento de valorização e difusão da cultura oceânica capixaba.
Sediada em Vitória e com trajetória iniciada em 2000, a empresa passou a incorporar registros fotográficos, produções audiovisuais e atividades de divulgação cultural às suas iniciativas de formação e desenvolvimento esportivo. Sob a liderança de Fábio Sandes Palmeira, a Domínio Corporal ampliou sua atuação para documentar experiências de atletas, paisagens naturais e histórias que integram o universo das comunidades ligadas ao mar.
Uma das iniciativas representativas dessa atuação é o projeto “Onda Capixaba pelo Mundo”, desenvolvido a partir de 2023. A proposta reúne experiências de treinamento, expedições e produção de conteúdos audiovisuais relacionados ao surfe, contribuindo para a divulgação das características do litoral capixaba e das trajetórias de seus protagonistas. Ao registrar essas vivências, o projeto aproxima a linguagem esportiva de outras formas de expressão cultural, especialmente a fotografia e o audiovisual.
Em 2024, a presença da Domínio Corporal em Nazaré, Portugal, ampliou o alcance dessas experiências. Conhecida internacionalmente pelas ondas gigantes, a região possibilitou o contato com outros ambientes culturais e profissionais ligados ao oceano. Os registros produzidos nesse contexto contribuíram para estabelecer conexões entre a experiência dos atletas capixabas e a circulação internacional de imagens e narrativas do surfe.
No ano seguinte, o projeto “Diamantes Capixabas” aprofundou essa proposta ao reunir expedições, exibições audiovisuais e palestras em escolas, associadas a atividades de inclusão e preservação ambiental. As ações favoreceram a aproximação de diferentes públicos com as histórias do litoral e demonstraram o potencial do audiovisual para compartilhar experiências, divulgar conhecimentos e estimular o reconhecimento da cultura oceânica.
A valorização dos profissionais responsáveis pela documentação dessas experiências também integra a atuação da empresa. Em 2026, o relatório de acompanhamento da Domínio Corporal registra a realização do “Prêmio Diamantes do Ano”, dedicado às ondas e aos profissionais que as registram, reconhecendo a importância de fotógrafos e cinegrafistas na construção da memória visual do surfe.
A produção audiovisual assume, nesse contexto, uma função que ultrapassa o registro de acontecimentos esportivos. Fotografias, vídeos e narrativas sobre o oceano tornam-se documentos de experiências coletivas, capazes de apresentar ao público personagens, paisagens e conhecimentos associados à vida nas comunidades costeiras. Esses materiais também podem contribuir para atividades educativas e para a formação de novos públicos interessados na cultura marítima.
Essa perspectiva está presente na proposta do “Festival de Cultura Oceânica do Espírito Santo”, em desenvolvimento pela Domínio Corporal. Concebido como projeto itinerante, o festival busca reunir diferentes manifestações culturais relacionadas ao oceano, incluindo o audiovisual, a memória comunitária e as expressões artísticas dos territórios litorâneos.
Ao transformar experiências do surfe em narrativas audiovisuais, a Domínio Corporal contribui para ampliar a visibilidade da cultura capixaba e fortalecer a preservação de suas histórias. A iniciativa reconhece que a memória do oceano também pertence às pessoas que o vivenciam, aos profissionais que registram suas transformações e às comunidades que encontram no mar parte fundamental de sua identidade.
Texto: Redação Coisas da Dina
Foto: Divulgação/Domínio Corporal Ltda.


