Queimadas no Amazonas cobrem Manaus de fumaça e acendem alerta para a Amazônia
- 11/10/2026
Estado registrou quase quatro vezes mais focos de calor em setembro de 2026 do que no mesmo período do ano passado.
A fumaça das queimadas voltou a encobrir Manaus e transformou a crise ambiental em um problema imediato de saúde pública. A capital amazonense chegou ao terceiro dia consecutivo sob forte poluição neste sábado, 10 de outubro.
Na sexta-feira, a concentração média de material particulado fino chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico. Diante da piora da qualidade do ar, escolas municipais, universidades e órgãos públicos suspenderam atividades presenciais.
Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais revelam a dimensão do problema. O Amazonas registrou 3.726 focos de calor em setembro de 2026, contra 942 no mesmo mês de 2025. O número quase quadruplicou. Nos dez primeiros dias de outubro, já haviam sido contabilizados outros 832 focos.
A estiagem, a redução das chuvas e a vegetação ressecada facilitam o avanço das chamas. O uso do fogo para limpeza de áreas e renovação de pastagens também pode sair do controle e alcançar regiões de floresta.
Além da destruição da vegetação e da morte de animais, a fumaça transporta partículas tóxicas por grandes distâncias. A exposição pode provocar irritação nos olhos, tosse, falta de ar e agravamento de doenças respiratórias. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas cardíacos ou pulmonares precisam de atenção redobrada.
O governo federal anunciou o envio de seis aeronaves e 290 brigadistas para reforçar o combate aos incêndios no Amazonas. A resposta emergencial é necessária, mas o enfrentamento também exige fiscalização, prevenção, estrutura permanente e responsabilização de quem utiliza o fogo de maneira irregular ou criminosa.
Quando a Amazônia queima, o impacto não fica limitado à floresta. Ele chega às cidades, fecha escolas, compromete a saúde e ameaça comunidades inteiras. Preservar a Amazônia é proteger o ar, a água, a biodiversidade e a vida.
Redação Coisas da Dina
Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial
Fontes: INPE, Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Saúde


